Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico de suspeitos por assassinato de servidor e advogado

A Justiça de Caarapó autorizou, durante audiência de custódia realizada na tarde desta terça-feira (3), a quebra de sigilo telefônico dos suspeitos investigados pelo duplo homicídio que vitimou o servidor público Hugo Centurião Enciso, de 49 anos, e o advogado Cássio de Souza, de 40 anos.

A decisão foi tomada pelo juiz Matheus da Silva Rebutini, que também homologou a prisão em flagrante dos investigados. A medida atende a um pedido das autoridades policiais responsáveis pelo caso e recebeu parecer favorável do Ministério Público.

O crime ocorreu na madrugada de domingo (1º), na Rua Américo Vespúcio, no bairro Capitão Vigário, em Caarapó. Conforme as investigações, o episódio teria sido antecedido por uma discussão entre as vítimas e os suspeitos.

Imagens divulgadas na segunda-feira (2) mostram um bate-boca entre os envolvidos pouco antes da execução. De acordo com documentos do inquérito, o desentendimento teria começado enquanto todos consumiam bebidas nas proximidades de uma conveniência na região central da cidade.

Após a primeira confusão, Hugo e Cássio teriam ido até a residência de um dos suspeitos para confrontá-lo. No local, a discussão teria continuado e terminou com os disparos que mataram os dois homens.

Ainda nesta terça-feira, o terceiro suspeito de participação no crime se apresentou à polícia. Antônio Lucas Bispo compareceu ao Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil em Dourados acompanhado de advogado. Contra ele já havia um mandado de prisão expedido pela Justiça.

Os outros dois investigados, Antônio Marques da Silva, de 55 anos, pai de Antônio Lucas, e Alex Santos da Silva, de 34 anos, haviam sido presos na manhã de segunda-feira (2). Eles foram localizados quando tentavam fugir para o município de Jateí.

Durante a audiência de custódia, a defesa de um dos suspeitos solicitou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, pedido que foi analisado no processo.

Até o momento, nenhum dos envolvidos assumiu a autoria dos disparos. As versões apresentadas pelos suspeitos são contraditórias. O homem de 55 anos afirma que o responsável pelos tiros foi o suspeito de 34 anos, que por sua vez nega e atribui a autoria ao comparsa.

O delegado Ciro Jales, responsável pela investigação, informou que as motivações do crime ainda estão sendo apuradas. No entanto, já foi confirmado que todos os envolvidos haviam discutido horas antes do crime, inicialmente em uma conveniência na área central da cidade.

Cerca de uma hora depois, os envolvidos voltaram a se encontrar em uma residência, onde ocorreu uma nova discussão que terminou com a morte do servidor público e do advogado. A polícia continua investigando para esclarecer a dinâmica completa do duplo homicídio.