
Após sofrer com a falta de peças e componentes, com a saída de vários fabricantes estrangeiros, agora a Rússia está enfrentando uma grande escassez de mão de obra nas fábricas e a AvtoVAZ mirou o grupo Wagner.
Assim como o grupo mercenário conseguiu de Moscou a liberação de milhares de prisioneiros russos para combater nas linhas de frente na Ucrânia, no lugar do exército russo, a AvtoVAZ quer fazer o mesmo em suas linhas, mas de montagem de carros da Lada.
O objetivo da AvtoVAZ é obter junto ao serviço prisional russo, a liberação de presos sob regime de trabalho forçado para completar o quadro em suas linhas de produção de automóveis.
Num país onde a taxa de desemprego despencou para 3,3%, achar trabalhadores disponíveis na Rússia se tornou algo bem difícil, especialmente porque muitos deles tomaram o rumo das fronteiras para escapar do recrutamento para a guerra.
Com a mobilização levando a maioria dos jovens capazes de trabalhar para os campos de batalha, o mercado de trabalho na Rússia encolheu ea situação chegou ao ponto de empresas como a fabricante da Lada, sair em busca dos presídios.
A AvtoVAZ, separada da Renault, agora quer aumentar a produção e sua meta é recuperar o terreno perdido com a invasão da Rússia à Ucrânia, que isolou o país dos principais mercados e recursos para manter o mercado automotivo, que desabou.
Em setembro, a Lada subiu 28% nas vendas e em janeiro, a alta de 40%, mas considerando números posteriores a fevereiro de 2022, quando a ação belicosa russa se iniciou.
No ano passado, apenas 450 mil carros foram feitos na Rússia, sendo o menor índice desde o desmantelamento da União Soviética.
O serviço prisional de Samara, onde fica a Lada, comentou: “Nesse sentido, e também levando em conta a situação extremamente tensa do mercado de trabalho de Togliatti e da região de Samara, o representante da fábrica solicitou à direção (do serviço prisional) apoio e auxílio na seleção de funcionários para a empresa entre os condenados à prisão trabalho”.
Bem pelo menos para estes presos, o risco de morte nessas linhas é bem menor que aquelas nas terras invadidas da Ucrânia.
[Fonte: Auto News]

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