Medidor de pressão em falta na UPA Coronel Antonino revolta paciente: ‘vergonha’ (vídeo)

Uma paciente que não quis se identificar denunciou mais uma situação de sucateamento na saúde de Campo Grande, dessa vez na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino. Em busca de auxílio médico após passar mal na tarde deste domingo (8), a mulher ouviu de uma das enfermeiras que a unidade não possuía um aparelho para aferir a pressão. 

Para a reportagem do jornal TopMídiaNews, a mulher relatou que procurou o posto por volta das 16h, com dor de cabeça muito forte. Durante a triagem, foi informada de que a unidade não possuía aparelho medidor de pressão, essencial para o atendimento inicial e para descartar certas comorbidades até a consulta com o médico especialista. 

“Quando passamos mal, com dor de cabeça, e procuramos uma unidade de saúde, é porque nós precisamos. Ou acham que não temos o que fazer em um domingo à noite em casa?”, questionou. Ela saiu do posto por volta das 22h, sem receber o auxílio necessário. 

Ainda durante atendimento na triagem, a enfermeira perguntou à paciente se ela havia ingerido bebidas alcoólicas. A mulher respondeu que sim, porém, que havia muitas horas, e que a quantidade não ultrapassou uma garrafa, logo, não era o fator pela dor de cabeça intensa que sentia. 

Mesmo com o relato, a profissional seguiu afirmando que a unidade não possuía o aparelho de pressão. Familiares que estavam com a mulher no posto também questionaram a atitude, já que a paciente vinha sentindo dores de cabeça frequentes e episódios anteriores de aumento de pressão.

Revoltada com a situação, a mulher filmou a unidade, que estava vazia, e relatou o ocorrido. Entretanto, assim que começou o registro, profissionais trancaram a sala de triagem e acionaram o Guarda Civil Metropolitano da unidade, que disse que a mulher estava “perdendo sua razão”. Além disso, uma das enfermeiras tentou pegar o celular da paciente à força. 

“A enfermeira que me atendeu colocou o computador na cara quando comecei, e outra tentou pegar o celular da minha mão”, relatou a mulher.

“É uma pouca vergonha um posto de saúde não ter um aparelho de pressão. Se alguém chegar passando mal, não tem atendimento? Então, se alguém tem um problema de pressão, não tem como aferir no posto?”, questionou. “Só queria olhar minha pressão, pois uns dias atrás estava subindo e, como a dor estava forte, passamos lá. Mas aqui em Campo Grande, se for esperar médico, a pessoa morre na frente do posto”.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), por meio da prefeitura, e aguarda retorno.