

A Renault concordou com a Nissan em limitar o acesso à tecnologia de motores a combustão e sistemas híbridos por parte da chinesa Geely, que se associou à francesa para criar uma empresa para carros convencionais.
Conhecida temporariamente como Horse, a nova empresa tem 50% do capital nas mãos da Geely e os demais com a Renault, agregando 13 fábricas em vários países, onde são feitos carros comuns e motores a combustão.
Todavia, a Horse bateu de frente com os interesses da Nissan, que não quer ver sua tecnologia de motores e sistemas eletrificados nas mãos da Geely, daí criando-se um impasse que agora parece resolvido.
As tecnologias são referentes ao desenvolvimento em parceria com a Renault desde a formação da aliança, significando a limitação de acesso aos motores como a série H, porém, o interesse deve estar mesmo é no VC-Turbo.
Este propulsor tem virabrequim com posição variável, alterando assim o curso do pistão e a taxa de compressão, de modo a atuar como se fosse dois motores num só.
Com 1.770 patentes nos últimos cinco anos, por exemplo, a Renault Nissan tem muito a não revelar para a Geely, tais como os sistemas híbridos de 12V e 48V usados na Europa, assim como outros empregados no Japão.
Foi nesse período que a Nissan apresentou o e-Power, mas por nunca ter usado isso na Renault, acredita-se que seja de sua propriedade não compartilhada, tal como a SOFC, Solid-Oxyde Fuel Cell, que usa etanol para obter hidrogênio.
A concordância da Renault em limitar o acesso é um aceno à japonesa para investir na divisão de carros elétricos da francesa, porém, a Nissan quer reduzir para 15% a participação da parceira em seu capital.
Atualmente a Renault detém 43% do controle acionário da montadora japonesa e se abdicar dos 28%, trará equilíbrio à aliança e certamente a Nissan apoiará sua ambição nos carros elétricos.
[Fonte: Nikkei Asia]
Agradecimentos ao Rogério.
























