
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), desencadeou nesta sexta-feira (7) a Operação Blindagem, uma ofensiva contra uma poderosa organização criminosa armada que operava a partir do sistema prisional. O grupo é acusado de comandar o tráfico interestadual de drogas, além de praticar corrupção, extorsão, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que a facção era chefiada por presos que mantinham contato direto com uma ampla rede de colaboradores em diversas cidades de Mato Grosso do Sul — entre elas Campo Grande, Aquidauana, Anastácio, Corumbá, Jardim, Sidrolândia, Ponta Porã e Bonito —, com braços operando também em São Paulo e Santa Catarina.
Durante mais de dois anos de apuração, o Gaeco identificou que o grupo movimentava grandes quantidades de drogas para diferentes estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Acre, Maranhão e Goiás.
Para despistar a fiscalização, os criminosos usavam caminhões com fundos falsos, carregados com produtos alimentícios acompanhados de notas fiscais verdadeiras, o que conferia aparência de legalidade às viagens.
A rede também fazia envios por Sedex e utilizava carros, utilitários e vans para o transporte de entorpecentes, em alguns casos com passageiros atuando como “mulas”.
O trabalho investigativo revelou ainda ligações diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que oferecia suporte estratégico à facção. A parceria garantia proteção e ampliação do alcance do tráfico, além de impor punições violentas a integrantes ou devedores que contrariavam ordens. Foram constatados casos de sequestros, agressões e ameaças armadas usados para cobrar dívidas do tráfico.
Com mandados sendo cumpridos em diferentes cidades e estados, a Operação Blindagem tem como meta romper a estrutura financeira e operacional da organização criminosa. A ofensiva representa uma das maiores ações recentes do Gaeco em Mato Grosso do Sul, marcando um duro golpe contra facções que tentam comandar o crime de dentro dos presídios.





























