Nova pesquisa realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência deixou evidente o que milhares de campo-grandenses sentem todos os dias: o transporte coletivo da Capital é ineficiente e gera indignação.

Segundo o levantamento, 80% dos usuários avaliam o serviço como ruim ou péssimo. Para o vereador Landmark Rios (PT), os dados reforçam a necessidade de uma resposta rápida e concreta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal.

“A CPI precisa trazer resultado. Ela não pode terminar em pizza, porque a população já está cansada de promessas. O transporte coletivo exige mudança real”, afirmou o vereador, que foi um dos primeiros a assinar o pedido de abertura da investigação.

A pesquisa também revelou que a maioria dos usuários está desconfiada com a atuação do poder público sobre o transporte: 26% disseram que os vereadores “não conhecem a realidade”; 22% afirmaram que “não andam de ônibus”; e 16,4% disseram que os parlamentares “só se preocupam com eles”.

“Esses números mostram o tamanho da responsabilidade que temos. A Câmara precisa mostrar que está do lado do povo”, reforçou Landmark.

AR NO BUSÃO

Além de ser favorável à CPI, Landmark é autor do Projeto de Lei nº 11.636/2025, que prevê a instalação obrigatória de ar-condicionado nos ônibus do transporte coletivo de Campo Grande, tanto nos novos contratos quanto na adaptação gradual da frota atual.

Segundo a pesquisa, 7,2% dos usuários apontam a climatização como uma das melhorias urgentes. “Ninguém aguenta mais ônibus lotado, quente, sem ventilação. Isso é questão de saúde pública e dignidade”, destacou o parlamentar.

MUDANÇAS

Apesar de 82% dos entrevistados serem a favor da CPI, 75% acreditam que ela não resolverá o problema. “Essa descrença é resultado de anos sem respostas. Mas o nosso mandato vai trabalhar para contribuir que essa CPI seja diferente. Vamos cobrar a convocação da Agereg, da Agetran e do Consórcio Guaicurus”, garantiu Landmark.

Outros dados da pesquisa reforçam a insatisfação popular: 85% consideram injusto o valor da tarifa; 14% pedem renovação da frota; 11% exigem mais ônibus nas linhas; 9% defendem reforma dos terminais; 5% cobram mais fiscalização.