
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Falsas Raízes, que desarticulou uma associação criminosa especializada em fraudar documentos migratórios e benefícios sociais em Ponta Porã, cidade localizada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, a 313 quilômetros de Campo Grande.
Segundo a PF, a investigação teve como objetivo inibir a obtenção irregular de registros migratórios e o uso de documentos falsos para acessar benefícios previdenciários e assistenciais do Governo Federal. A quadrilha simulava a regularização de estrangeiros por meio da apresentação de declarações de residência falsas, contratos de aluguel fictícios e outros comprovantes adulterados.
Após criar os documentos falsos, os envolvidos inseriam os dados no sistema oficial e davam entrada em pedidos de benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o programa Bolsa Família, gerando graves prejuízos aos cofres públicos.
Como funcionava o esquema
De acordo com a apuração, o grupo atuava em rede, com intermediários locais responsáveis por captar estrangeiros interessados em obter documentos brasileiros. Após a emissão fraudulenta, os criminosos orientavam os beneficiários sobre como requerer os auxílios sociais — especialmente o BPC, destinado a idosos acima de 65 anos ou pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, e o Bolsa Família, pago a famílias com renda per capita de até R$ 218.
Impacto e continuidade das investigações
A operação contou com o apoio de equipes da PF em Mato Grosso do Sul e de órgãos de controle social. A corporação informou que novas prisões e apreensões poderão ocorrer à medida que o material coletado for analisado.
A Polícia Federal reforça que as fraudes desse tipo prejudicam diretamente as políticas públicas de assistência social, desviando recursos destinados às famílias em situação de pobreza e vulnerabilidade real.





























