Quarta morte por chikungunya é confirmada em aldeia em Dourados

Foi confirmada mais uma morte por chikungunya em reserva indígena de Dourados, município a 221 quilômetros de Campo Grande. Ao todo, já são quatro mortes pela doença, conforme o último boletim da Vigilância em Saúde, divulgado na segunda-feira (16). 

A situação nas aldeias já é considerada como epidemia, devido ao avanço acelerado de casos registrados nas últimas semanas. As aldeias Jaguapiru e Bororó recebem um mutirão da Secretaria Municipal de Saúde para tentar conter a doença. 

Ao todo, já são 407 casos notificados na Reserva Indígena, sendo 202 confirmados, 181 ainda em investigação, 24 descartados e quatro óbitos registrados. As vítimas são: mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, em 26/02); homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, em 09/03); bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, em 10/03); e o mais recente é de uma mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, em 12/03).

Na área urbana, o número de casos também chama atenção. Em 2026, já são 912 notificações, com 379 confirmações, 383 exames aguardando resultado e 150 descartados. Até o momento, não há registro de mortes fora da Reserva Indígena de Dourados.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga. Em casos mais graves, pode evoluir para complicações neurológicas, como encefalite, meningite e até paralisias. Diferente da dengue, a recuperação pode ser mais lenta, com dores persistentes que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Mesmo com chuvas irregulares nos últimos dias, as ações de combate seguem intensificadas para tentar frear o avanço da doença na região.