

O Renault Captur saiu silenciosamente do mercado argentino, não sendo mais oferecido no país vizinho, reforçando as suspeitas de que sua produção não seguirá adiante com a crise de peças que afeta a francesa.
Após seis anos de mercado argentino, o Captur sai de cena devida a não produção do veículo em São José dos Pinhais, no Paraná, por falta de peças e componentes para o modelo, lançado em 2016.
Por aqui, o que se vende do Captur é o que resta no estoque e ele está tão baixo que o crossover da Renault nem aparece entre os 40 mais vendidos em fevereiro, tendo vendido 27 unidades segundo o Renavam.
O configurador dele continua a funcionar, diferente do Logan, outro que está no cadafalso e que vendeu somente 54 unidades em fevereiro.
Na Colômbia, apenas 26 unidades do modelo foram vendidas em fevereiro, mas o modelo continua no catálogo, indicando haver unidades em estoque.
Tendo registrado queda abrupta nos volumes produzidos em 2022, em parte decorrente da saída da Renault da Rússia, cujo extinto modelo Kaptur compartilhava com o brasileiro diversas peças, as coisas se complicaram.
Nesse período, a Renault passou por mudanças na estratégia local em duas ocasiões, sendo a primeira com o foco em produzir a plataforma CMF-B na região para atender cinco modelos da marca e mais dois da Nissan.
Isso inicialmente, já que depois a Renault fechou acordo com a Geely, gerando o negócio chamado Horse, para ter apenas 50% dessa nova empresa, responsável pelos modelos a combustão, seus motores e transmissões, assim como suas fábricas.
Na mudança de estratégia, modelos como Sandero e Logan viraram cartas fora do baralho em detrimento de produtos mais atraentes ao mercado, como o Arkana, que será o modelo europeu, pois o russo não existe mais.
Além do Novo Stepway baseado no Novo Sandero, há também o Taliant X, um crossover baseado no Novo Logan. Por esta trinca, já dá para imaginar o destino de Captur, Sandero e Logan…
Agradecimentos ao Rogério Rodrigues.

























