Saab não quer morrer: NEVS Emily GT teria autonomia de 1.000 km

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A Saab morreu e sabemos bem disso, mas assim como o grifo (Gripen) representa o ciclo da morte e renascimento na mitologia antiga, a marca sueca parece destinada a repetir o mesmo, ainda que não ostentando seu nome.

Proibida de “voar” pelos fabricantes dos caças da FAB e dos caminhões e ônibus pesados feitos no ABC paulista, a Saab ainda mantém seu espírito através do consórcio NEVS, liderado por chineses.

A NEVS havia assumido a Saab, após a incapacidade da Spyker, mudando-se bem depois para a China, onde caiu nas mãos da polêmica Evergrande, o grupo imobiliário protagonista do maior escândalo financeiro da Ásia.

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Como parte de sua ação na NEVS, a Evergrande deixou a montadora desenvolver seus projetos, porém, agora repete o feito da GM e coloca empresa de carros elétricos à venda, mas antes disso, interrompeu suas atividades.

Então, o que fazia a NEVS, além de tentar emplacar o velho Saab 9-3 eletrificado? O NEVS Emily GT, um carro totalmente novo e com design da marca sueca.

O desenho do Emily GT não é uma cópia da Saab, uma vez que o design foi feito por Simon Padian, ex-designer chefe da Saab, enquanto o projeto foi liderado por Peter Dahl, diretor do programa da NEVS e também um ex-Saab.

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O Emily GT foi desenvolvido como um carro elétrico altamente capaz, projetado para receber uma bateria de 175 kWh, que lhe garantiria 1.000 km de autonomia.

Além disso, incluía motores elétricos com 480 cavalos ou 653 cavalos numa versão de performance com 0 a 100 km/h em 4,6 segundos.

Tudo o que você vê nas imagens foi desenvolvido por 350 técnicos e engenheiros em apenas 10 meses, com seis protótipos funcionais construídos, mas com baterias de 52 kWh do Saab 9-3 elétrico.

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Todos os carros estão completos, exceto airbags e freios automáticos, tendo sido experimentados por Christian von Koenigsegg, que ficou impressionado com a dinâmica de condução dos protótipos.

Segundo a NEVS, o Emily GT estava há 1,5 ano da produção, porém, a Evergrande parou tudo e, para alívio de alguns, colocou tudo à venda e isso é bom para quem deseja ver o sucessor do Saab Phoenix nas ruas.

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Não se sabe o valor de tudo, mas é atraente pensar que o próprio Koenigsegg tenha recursos para levar o que restou da NEVS e quem sabe fazer um acordo com a Saab-Scania para resgate do nome…

Enquanto isso, a fábrica de Trolhattan, onde o Emily GT iniciou sua gestação, agora virou centro de P&D da Polestar. Três vídeos descrevem o projeto: