
O Governo de Mato Grosso do Sul convocou a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação para a realização da prova de conceito referente ao processo licitatório da Loteria Estadual (Lotesul). A convocação foi oficializada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (18).
A etapa técnica ocorrerá no dia 4 de março, a partir das 8h, na Secretaria-Executiva de Transformação Digital (SETDIG), em Campo Grande. A prova de conceito é considerada fase decisiva do certame, pois avalia na prática se a empresa classificada comprova que sua solução tecnológica atende integralmente às exigências previstas no edital.
A Prohards assumiu a condição de convocada após a desclassificação da Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA., que havia vencido o primeiro leilão, mas foi reprovada justamente nessa etapa por não apresentar cofre eletrônico de regulação — item obrigatório estabelecido no edital.
Repasse acima do mínimo exigido
Na segunda rodada da disputa, a Prohards ofertou repasse de 36,11% ao Estado, percentual superior ao mínimo fixado de 16,17%. A empresa teve prioridade por ter apresentado a segunda melhor proposta na primeira fase do leilão.
Com sede em Rio Claro (SP) e fundada em 2006, a companhia atua no setor de tecnologia aplicada a loterias. No Paraná, é responsável pela operação da loteria instantânea, modalidade conhecida como “raspadinha”. Também administra a loteria municipal de Cuiabá (MT), contrato firmado em 2023 com vigência de cinco anos.
A empresa integra o World Lottery Consortium, associação internacional que reúne mais de 150 loterias de cerca de 80 países.
Processo bilionário
O governo estadual busca contratar empresa especializada para implantar e operar plataforma tecnológica que gerencie integralmente as atividades lotéricas em Mato Grosso do Sul. O sistema deverá integrar meios de pagamento, controlar fluxo financeiro dos operadores, permitir manutenção e atualizações ao longo do contrato e, ao final da vigência, entregar código-fonte e banco de dados ao Estado.
O processo licitatório passou por duas suspensões no ano passado e sofreu ajustes no edital. Mesmo assim, continua despertando interesse do mercado devido ao potencial de arrecadação estimado em cifras bilionárias.
Embora o edital indique receita média anual estimada da plataforma em R$ 51.474.339,31, estudos técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), responsável pelo certame, apontam possibilidade de faturamento muito superior, conforme projeções macroeconômicas do próprio governo.





























