A cidade de Selvíria enfrenta uma escalada preocupante de casos de dengue e ocupa atualmente a 2ª posição no ranking estadual de incidência da doença, segundo o Boletim Epidemiológico da 10ª semana de 2025.

O número de casos já ultrapassa, em apenas dois meses, todo o total registrado em 2024, com 213 confirmações e 427 notificações até fevereiro, conforme dados do Plano de Contingência de Arboviroses 2025-2026.

Diante do avanço da epidemia, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas, intensificou a cobrança por ações concretas da Prefeitura de Selvíria.

Em novo ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde, a promotora Ana Cristina Carneiro Dias solicitou a adoção imediata de medidas integradas de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A situação crítica já vinha sendo monitorada desde o fim de 2024, quando Selvíria figurava entre os 40 municípios com maior número de casos. No entanto, a explosão recente nos registros fez o MPMS classificar o momento como de emergência sanitária, exigindo resposta rápida e articulada das autoridades locais.

“Sem medidas preventivas e estratégias de controle bem definidas, os surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya podem se espalhar rapidamente, causando impacto negativo na qualidade de vida da população e sobrecarregando os sistemas de saúde locais”, alertou a promotora Ana Cristina Carneiro Dias.

Ações cobradas pelo MPMS:

Entre as providências solicitadas, o MPMS requer:

Perfil epidemiológico detalhado dos casos confirmados;

Mapeamento das áreas críticas, com indicação dos focos de transmissão;

Comprovação das aplicações do fumacê e cobertura das áreas afetadas;

Estratégias para acesso a imóveis fechados, impedindo criadouros ocultos;

Campanhas educativas em escolas e meios de comunicação locais;

Relatórios sobre a execução do projeto “Tampa Fossa”, que visa eliminar criadouros em fossas residenciais.