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Dois ex-moderadores de conteúdo do Tiktok abriram processo contra a companhia alegando falha de apoio psicológico;
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Os ex-funcionários eram responsáveis por revisar e remover conteúdos perturbadores ou censuráveis;
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Os dois demandantes tiveram contato com conteúdos extremos, incluindo suicídios e assassinatos.
Dois ex-funcionários do Tiktok, que trabalhavam como revisores de conteúdo da plataforma, abriram um processo contra a companhia alegando falha de apoio psicológico diante da natureza da função.
De acordo com a ação, os ex-moderadores eram responsáveis por remover vídeos perturbadores ou censuráveis durante todo o expediente de 12 horas diárias.
Ambos alegam insalubridade do trabalho, afirmando que o teor dos vídeos era “profundamente perturbador”. O processo foi apresentado em um tribunal federal nos Estados Unidos na última quinta-feira (24).
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Os ex-funcionários, Ashley Velez e Reece Young, foram contratados por duas empresas terceirizadas pelo Tiktok, a Telus International e a Atrium.
Na processo, alega-se que as companhias pressionaram os dois funcionários a revisar grandes volumes de conteúdo extremo para atingir cotas.
A dupla ainda afirma que foram forçados a assinar NDAs para não discutirem legalmente o conteúdo assistido.
“Os réus falharam em fornecer um local de trabalho seguro para os milhares de contratados que são os guardiões entre o conteúdo não filtrado, repugnante e ofensivo carregado no aplicativo e as centenas de milhões de pessoas que usam o aplicativo todos os dias”, alega o processo.
É descrito na ação que os dois demandantes tiveram contato com conteúdos extremos e perturbadores, que incluíram abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídios e assassinatos.