Dois ex-funcionários do Tiktok estão processando a empresa por trauma psicológico causado por contéudo pertubador. Foto Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images.

Dois ex-funcionários do Tiktok estão processando a empresa por trauma psicológico causado por contéudo pertubador. Foto Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images.

  • Dois ex-moderadores de conteúdo do Tiktok abriram processo contra a companhia alegando falha de apoio psicológico;

  • Os ex-funcionários eram responsáveis por revisar e remover conteúdos perturbadores ou censuráveis;

  • Os dois demandantes tiveram contato com conteúdos extremos, incluindo suicídios e assassinatos.

Dois ex-funcionários do Tiktok, que trabalhavam como revisores de conteúdo da plataforma, abriram um processo contra a companhia alegando falha de apoio psicológico diante da natureza da função.

De acordo com a ação, os ex-moderadores eram responsáveis por remover vídeos perturbadores ou censuráveis durante todo o expediente de 12 horas diárias.

Ambos alegam insalubridade do trabalho, afirmando que o teor dos vídeos era “profundamente perturbador”. O processo foi apresentado em um tribunal federal nos Estados Unidos na última quinta-feira (24).

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Os ex-funcionários, Ashley Velez e Reece Young, foram contratados por duas empresas terceirizadas pelo Tiktok, a Telus International e a Atrium.

Na processo, alega-se que as companhias pressionaram os dois funcionários a revisar grandes volumes de conteúdo extremo para atingir cotas.

A dupla ainda afirma que foram forçados a assinar NDAs para não discutirem legalmente o conteúdo assistido.

“Os réus falharam em fornecer um local de trabalho seguro para os milhares de contratados que são os guardiões entre o conteúdo não filtrado, repugnante e ofensivo carregado no aplicativo e as centenas de milhões de pessoas que usam o aplicativo todos os dias”, alega o processo.

É descrito na ação que os dois demandantes tiveram contato com conteúdos extremos e perturbadores, que incluíram abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídios e assassinatos.