Volkswagen Phaeton D2: o que foi sem nunca ter sido

O Volkswagen Phaeton foi e ainda continua a ser um carro controverso, que passou bem longe das terras brasileiras.

Considerado um carro de luxo do segmento E, o sedã surgiu como uma resposta de Ferdinand Piëch para BMW e Mercedes-Benz, que queriam “atacar” a VW nos segmentos menores.

Após quatro séries, o suntuoso Phaeton, um “feito” da VW com características próprias — não era um Audi A8 disfarçado — completa agora 20 anos.

Em 2016, a Volkswagen estava decidida a eletrificar-se completamente após o Dieselgate e o Phaeton era exatamente tudo aquilo que contrariava essa ideia.

Deixando o luxo para quem realmente podia aplicá-lo sem contestação, no caso específico da Audi, a VW centrou na linha ID e na popularização — sua essência — dos carros elétricos.

No entanto, quando a fumaça apareceu no horizonte da Califórnia, o Phaeton D2 já estava em desenvolvimento para o “estaleiro” de Dresden.

Então, quando não houve outra saída para mudar sua imagem, a VW decidiu abortar seu “flag ship”, ainda que o tenha construído.

Escondido da mídia durante seis anos, o Phaeton D2 agora é mostrado como a segunda geração que foi sem nunca ter sido.

Com 5,06 metros de comprimento, 1,90 metros de largura e 1,45 metros de altura, o carrão da Volks tinha linhas fluidas e matinha o ar de ostentação.

Por dentro, isso era ainda mais evidente com cromados e acabamento folheado de madeira com até 30 camadas de material e couro.

Era tão luxuoso que hoje passaria pelo mais exigente dos clientes após seis anos, tendo alavanca estilo “iate” cluster digital e uma central multimídia avantajada.

A VW diz que “painéis de madeira cobriam as aberturas, que se abriam elétrica e silenciosamente quando necessário, dependendo da configuração do ar condicionado automático e da radiação solar. A ventilação operou quase sem correntes de ar mesmo na configuração mais alta”.

Com isolamento acústico incluindo vidros mais grossos para isolar os ocupantes do mundo exterior, o Phaeton D2 tinha capô, portas e tampa do porta-malas em alumínio, com teto de vidro.

Teria ainda suspensão pneumática de série com amortecimento adaptativo e uma variante planejada para ser 120 mm maior.

A ser construído à mão na fábrica “de luxo” de Dresden, completamente revestida de vidros e com “chão de fábrica” feito em madeira clara do Canadá e carvalho escuro da Alemanha, a “nave” da VW estava pronta para deslizar para fora.

A VW não comentou qual o propulsor que o Phaeton D2 usaria, mas certamente seria algo topo de linha, uma vez que ele chegou a ter V10 TDI e W12 em sua história.

Mesmo que a VW não tenha feito o Phaeton D2, ela ignorou em parte a eletrificação para não ficar no prejuízo e criou o Phideon, um novo “flag ship” irmão do alemão, porém, mais simples para a China.

O Phideon tem 5,07 m e tem a plataforma MLBevo, mas usa motores 2.0 TSI de 227 cavalos ou pouco mais forte com versão PHEV, além de um V6 3.0 TSI da Audi de 300 cavalos.

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