

Assim como outras montadoras, a Volkswagen vê sua operação na Rússia no fundo do poço, sem nenhuma condição de retomada nem a longo prazo.
Dessa forma, segundo o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, a Volkswagen procura um novo dono para suas fábricas na Rússia, onde a empresa tem plantas em Kaluga e Nizhny Novgorod.
A decisão é sobre o que fazer com os ativos na Rússia, uma vez que ainda estaria considerando negócios no futuro com o país, lembrando que o “mundo dá voltas” e não necessariamente a longo prazo…
De qualquer forma, a saída no momento é a venda dos ativos, naturalmente por um valor simbólico, dado que a VW não conseguiria enviar o valor da negociação para o exterior.
Uma fonte em anonimato, revelou ao periódico germânico que “a cada estágio de escalada, a probabilidade de podermos produzir novamente no futuro próximo diminui”.
Com o recrudescimento da Guerra na Ucrânia, a situação na Rússia se agrava em relação ao setor automotivo, com vários fabricantes estrangeiros transferindo seus ativos para empresas locais ou ao governo de Moscou.
Tendo investido mais de € 1 bilhão na Rússia, a VW emprega atualmente 4,2 mil pessoas, que deverão ser reaproveitadas por quem assumirá o negócio.
A fonte disse: “há uma vontade clara de nos retirarmos completamente do país”.
Tendo chegado na Rússia em 2009, a VW foi recebida com elogios até de Vladimir Putin, chamando a operação da montadora alemã no país de “produção patriótica”, quando a mesma passou a fazer diversos modelos, tais como Tiguan, Octavia, Polo, entre outros.
Com o início da invasão russa à Ucrânia, a VW encerrou a parceria com a GAZ em Nizhny Novgorod, mantendo apenas Kaluga, porém, esta sendo produção devido ao fim dos estoques de peças.
Sob embargo, o país não pode importar peças e nem fazer compras no exterior, eliminando qualquer possibilidade de manter a operação no país.
[Fonte: Frankfurter Allgemeine Zeitung]
























