

A Volvo Cars eletrificou toda sua gama de carros de luxo no Brasil, apostando mais em modelos elétricos como os XC40, C40 e o EX90, que chegará em breve ao mercado nacional.
Ainda que tenha alguns híbridos por aqui, a filial seguirá os caminhos da matriz sueca, eletrificando todo o portfólio nos próximos anos.
Mas, antes disso, a marca nórdica vem realizando ações para promover os carros elétricos e híbridos ao público brasileiro.
Todavia, a marca tem uma visão sobre o futuro do mercado e, esse não parece nada bom, como indica o CEO da Volvo para a América Latina, Luis Resende.
Diante da aposta de algumas montadoras e outros setores no carro flex, Resende é categórico: “Não podemos pensar que uma tecnologia regional [do motor flex] vai se sobressair ao investimento brutal do resto do mundo na eletrificação. No lugar de pensar no nosso mercado de dois milhões de carros, deveríamos focar no mercado global de mais de 70 milhões”.
Resende enfatizou a importância da oportunidade do país em eletrificar-se: “Estamos falando de momento único de mudança no produto que inclui tecnologia, dirigibilidade, uso, investimento em pesquisa e desenvolvimento”, disse o executivo.
Dos grandes fabricantes no país, apenas a General Motors sinaliza com a produção local de carros elétricos e de eletrificar-se sem passar por híbridos, híbridos plug-in ou os chamados “híbridos flex”, proposta de algumas montadoras.
Resende apontou que o Brasil pode se tornar um grande produtor de baterias de lítio, uma vez que grande parte dos elementos químicos que compõem as células de energia de carros elétricos, são oriundas da região próxima, como lítio, por exemplo.
A América do Sul – mais precisamente Argentina, Bolívia e Chile – concentram 70% das reservas globais de lítio.
O executivo brasileiro ressaltou ainda: “Além disso, temos água em abundância, algo essencial para resfriar as fábricas de baterias. Poderíamos fazer o reuso para esse fim”.
Luis Resende também apontou que a eletrificação está sendo atrasada por políticas públicas, como a nova metodologia do Inmetro para aferir a autonomia dos carros elétricos, que o CEO diz está for da realidade.
Ele exemplificou que o XC40 tinha autonomia de 420 km, agora tem 231 km, sendo considerada a nova regra como exigente demais.
Já sobre o imposto para carros elétricos, o executivo indica que o processo se faça de forma escalonada, pois, abruptamente, pode ferir os acordos bilaterais.
Resende sugere que a alíquota seja reduzida gradualmente a partir de 2025 até zerar completamente em 2030.
[Fonte: AB]

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