O ministro Cristiano Zanin (perfil) votou, nesta 6ª feira (4.abr.2025), para manter a decisão que tornou réus os deputados Josimar Cunha Rodrigues (perfil), o Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Gildenemir de Lima Sousa (perfil), o Pastor Gil (PL-MA), além do suplente João Bosco da Costa (perfil), o Bosco Costa (PL-SE).

Zanin é o relator (a íntegra). 

‘COM A BOCA NA BOTIJA’ 

Momento em que Maranhãozinho é flagrado. Foto: Imagem divulgada na CrusoéMomento em que Maranhãozinho é flagrado. Foto: Imagem divulgada na Crusoé

Escudeiro do condenado do mensalão Valdemar Costa Neto, Maranhãozinho é ex-prefeito do município de Maranhãozinho e liderava o diretório maranhense do Partido Liberal na época em que foi flagrado manuseando ‘maços de dinheiro’ oriundos de propinas recebidas por direcionamento do orçamento secreto durante o governo de Jair Bolsonaro (perfil), em 2021. 

Depois de dois mandatos como deputado estadual, foi eleito para uma cadeira no Congresso Nacional com votação recorde.

CONTINUIDADE DO JULGAMENTO

Na sessão virtual da 1ª Turma, os ministros analisam um recurso das defesas que alegam “omissão” na decisão que tornou os congressistas réus na Corte.

Além de Zanin, compõem a 1ª Turma Alexandre de Moraes, Cármen LúciaFlávio Dino e Luiz Fux. Se fizerem maioria, os deputados e o suplente devem ser condenados e perderão os mandatos.   

RÉUS POR CORRUPÇÃO

Por unanimidade, o STF tornou réus, na 3ª.feira (11.mar.2025), o trio de extremista de direita: Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco.  

Eles respondem aos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, os 3 deputados solicitaram R$ 1,66 milhão para destinar R$ 6,67 milhões em recursos públicos federais a São José de Ribamar e outros municípios do Maranhão.

O caso ocorreu em 2020.

A Polícia Federal concluiu que Josimar Maranhãozinho liderou o esquema.