
O fortalecimento da agricultura familiar, com a ampliação do número de beneficiários e melhoria das condições de produção e comercialização, figuram entre as principais perspectivas abertas pela nomeação dos novos superintendentes regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Pesca e Aquicultura. Esta é a avaliação que fazem os técnicos e agentes produtivos destes dois segmentos da economia popular, com base nos conceitos e diretrizes estabelecidos nas políticas públicas do governo do presidente Lula (PT).
Para chefiar a superintendência do Incra, o presidente do órgão, César Fernando Schiavon Aldrighi, nomeou o ex-vereador Paulo Roberto da Silva, mais conhecido como Paulinho Roberto, de Ponta Porã, de 57 anos. Ele substitui Humberto Mota Maciel. Vereador de 2017 a 2020, Silva é servidor estadual dos quadros da Agência de Desenvolvimento e Extensão Rural (Agraer). Graduado em Administração, possui mestrado em Desenvolvimento Regional e de Sistemas Produtivos pela Universidade Estadual (UEMS).
O novo superintendente disse ao MS Notícias que fará um minucioso levantamento da realidade fundiária e as suas demandas, seguindo sempre as orientações e diretrizes do governo Lula. Adianta que uma das suas metas é universalizar o acesso dos assentados à formalidade, capacitando-os com garantias sólidas de produção para sua subsistência e a comercialização. De aproximadamente 40 mil produtores dessa categoria no Estado, cerca de 25 mil precisam alcançar a estabilidade prevista por Silva.
Outra direção gerencial e conceitual priorizada pelo superintendente é retomar o processo de reforma agrária, que está paralisado há nove anos. “É fundamental deixar bem claro: queremos alcançar este objetivo pela via do entendimento, pelo diálogo com os movimentos sociais e as demais forças envolvidas no processo produtivo”, diz. “Esta é a orientação do presidente Lula”, enfatiza.
Silva acrescenta que regularizar os assentamentos e capacitar todos os assentados é um trabalho sem qualquer viés eleitoral e nada episódico, mas um exercício de política pública para ser feito de maneira republicana. “O que se quer e o que será feito é reduzir, ao máximo, os focos de tensão no campo”, conclui.
AQUICULTURA
Esse é Julio Buguelo. Foto: Instagram Nomeado pelo ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, para a superintendência regional do órgão, Júlio Cleverton dos Santos, assume um dos setores públicos que vêm merecendo atenção diferenciada do governo federal. O presidente Lula está apostando muito na expansão deste que é um dos segmentos da agricultura familiar com grande possibilidade de expansão.
Algumas prioridades do ministério estão na ordem-do-dia do novo superintendente, como o fortalecimento da agricultura familiar, o fomento à diversificação de atividades produtivas e a consolidação de procedimentos e práticas de orientação e educação voltados à sustentabilidade. Na última terça-feira, 13, dentro deste foco, o ministro André de Paula recebeu da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) o pedido para equalizar, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), os critérios para igualar os pequenos aquicultores aos pequenos produtores rurais, como os agricultores.
Vereador em Glória de Dourados, onde é conhecido como Júlio Buguelo, o novo superintendente tem o apoio das principais lideranças do Estado, entre as quais o deputado federal Vander Loubet, do PT, que é o coordenador da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.
























