

Na véspera de liberar as vendas de carros com desconto para as locadoras, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, anunciou uma prorrogação de 15 dias para o programa do carro popular, no que diz respeito à venda direta para pessoa física.
Pela Medida Provisória editada no dia 6 de junho, os consumidores pessoa física poderiam comprar com exclusividade, carros com descontos através da chamada venda direta, ou seja, sem a intermediação das concessionárias.
Isso impedia que as locadoras e outras empresas tivessem acesso aos carros com desconto do governo, priorizando assim o comprador comum, que não é pessoa jurídica.
Hoje, Alckmin anunciou a prorrogação da exclusividade por mais 15 dias, o que na prática tira as locadoras e empresas do acesso ao carro popular do governo.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, publicará ainda hoje no Diário Oficial da União, a mudança para a vigência começar a valer a partir de quarta (21).
Segundo fontes do governo, Alckmin decidiu-se pela prorrogação do prazo por mais 15 dias, ao ser informado de que as vendas de veículos cresceram, apontando ainda que há demanda para pessoas físicas.
Nas contas do MDIC, o mercado já absorveu 64% dos recursos, que chegam a R$ 500 milhões, representando assim R$ 320 milhões já gastos com créditos de descontos pelas 11 marcas contempladas.
Com a prorrogação, os consumidores sem CNPJ poderão realizar a venda direta antes que os recursos acabem, mas não poderão transferir veículos adquiridos com desconto nos primeiros seis meses.
Essa é a regra vigente para as locadoras, que normalmente compram com desconto e revendem sua frota após seis meses.
Isso permitirá que as vendas de automóveis e comerciais leves continuem animadas pelo desconto presidencial.
No entanto, no setor de caminhões e ônibus, algo semelhante existe, com a exclusividade de compra nos primeiros 15 dias para motoristas autônomos e pequenas empresas.
O prazo se encerra quarta (21) e isso significa que as transportadoras poderão realizar compras com desconto, ainda mais que no primeiro caso, apenas 14% dos recursos foram usados até agora, com 34% no transporte coletivo.
[Fonte: Metrópolis]

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