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Sábado, Junho 27, 2026
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Policial militar é preso suspeito de participar de grupo de traficante

Um Policial Militar que estava em processo de adaptação (estágio) no DOF (Departamento de Operações de Fronteira) foi um dos alvos da Operação Magnus Dominus, da Polícia Federal. Ele está preso e foi apontado pelo MPF (Ministério Público Federal) como integrante do grupo de mercenários comandado pelo megatraficante Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota, o “Motinha” ou “Dom”, que fugiu de helicóptero.

Ygor Nunes, 36 anos, é sargento e teve o pedido de prisão expedido pela 2ª Vara Federal de Ponta Porã. Como estava em período de adaptação para ingresso no DOF, foi detido pela própria corporação dentro da unidade e entregue à Polícia Federal.

O juiz Fábio Fischer descreveu a ação do grupo a serviço de “Motinha”, conforme despacho para justificar a prisão: “A investigação demonstra que MOTINHA colocou em sua rotina de vida (já que andava escoltado) e de seus atos ilícitos (tráfico de drogas) a atuação desse grupo de homens fortemente armados e com grande know-how policial/militar, sendo denominado por enésimas vezes pelos órgãos de investigação (MPF e DPF) como mercenários”.

Fuga

A Polícia Federal realizou na sexta-feira (30), mega operação de combate ao tráfico de drogas, em parceria com autoridades paraguaias e o Ministério Público Federal brasileiro. Foram expedidos pela Justiça Federal, 11 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão, em quatro estados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Dos 12 mandados de prisão, 9 eram para brasileiros e seis foram cumpridos. Todos de integrantes da força paramilitar do grupo de Mota. Ele e outros cinco integrantes da força paramilitar conseguiram fugir de helicóptero antes da chegada da polícia.

“Motinha” teria se especializado no tráfico internacional de drogas, com grande influência no Paraguai e na região de fronteira com o Brasil.

Ele recrutou para fazer sua segurança pessoal e das operações de tráfico de drogas, um grupo paramilitar, formado por um brasileiro, um romeno, um italiano e um grego. Todos com cursos nacionais e internacionais na área de segurança privada e em operações militares.

*Notícia editada às 16h10 para correção de informação. O policial ainda não estava lotado no DOF quando foi preso