
A rezadora Nhandesy Sebastiana e seu companheiro Nhanderu Rufino Velasques, da etnia Guarani-Kaiowá, foram encontrados carbonizados na 2ª feira (18.set.23), na casa onde moravam no Tekoha Guasuty, em Aral Moreira (MS).
A Polícia Civil disse que, na tarde do crime, prendeu um homem suspeito de ser o autor dos assassinatos. Ele seria familiar das vítimas.
Sebastiana e o marido foram mortos na casa em que realizavam rituais espirituais indígenas.
O coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Ponta Porã, Tonico Benites, explicou que Sebastiana era a nhandesy da aldeia – termo que no guarani significa “nossa mãe”.
Valdelice Veron, líder indígena Guarani-Kaiowá, homenageada com prêmio global de liderança, disse: “Nhandesy Sebastiana lutou incansavelmente pela Vida, pela justiça. Nós líderes mulheres kaiowa, somos o okyta o alicerce do nosso povo kaiowa e guarani, somos a voz que chora, a voz que sorri, a voz que canta, a voz que clama, a voz que acalenta as dores de nossos filhos e filhas, por isso sempre temos que estar de pé”.
A deputada federal Gleice Jane (PT), disse que Sabastiana e marido vinham sendo ameaçados por intolerância religiosa e durante sessão na Assembleia Legislativa do estado nesta 3ª feira (19.set.23), Gleice disse que irá cobrar investigação do duplo assassinato, considerando a situação de ameaça sofrida pelo casal. Eis um vídeo da declaração da deputada:




























