

A Geely, maior grupo chinês detentor de marcas estrangeiras, quer solidificar suas operações no Brasil, de modo a ter atuações melhor assentadas no mercado nacional com suas marcas e ir de forma cautelosa, diferente da abordagem de conterrâneas como BYD e GWM.
Conforme revelado ao site Automotive Business, a Geely já busca fornecedores internacionais localizados no Brasil para itens específicos, como pneus, de modo a evitar erros de outras chinesas, que trouxeram carros com componentes inexistentes no mercado.
Com isso, a Geely quer ter uma base local de suprimentos, com investimentos também em distribuição de peças e já mantém conversas com a Renault, em relação à Horse, empresa da qual detém agora 50% e que fornece motores para a montadora francesa.

A ideia, entre as duas, é ter pelo menos dez modelos até mais tardar 2028, sendo que o primeiro já foi mostrado na Coreia do Sul, sendo ele o Grand Koleos. Independente de importadores, a Geely quer assumir suas atividades no país, como faz a Volvo, outra de suas marcas.
Com Polestar, Zeekr e Riddara confirmadas para o Brasil, a Geely busca que elas tenham bons desempenhos por aqui de modo a ampliar futuramente sua atuação no país, que pode envolver até a produção local.
Um incentivador nesse caso é o imposto de importação a 35% a partir de 2026 que, ao lado de resultados positivos destas e de outras marcas que por ventura venda aqui, a Geely pode produzir localmente.

Não se falou em produção com a Renault, mesmo porque o foco está na Horse, mas a montadora tem uma fábrica enorme e ociosa, que bem poderia atender em parte as ambições da Geely por aqui.
Com inúmeras marcas, como a popular Lynk&Co, a inglesa Lotus e a chinesa Lifan, que vendeu aqui e faliu, sendo renomeada Livan, a Geely tem um grande elenco.
Todavia, o palco brasileiro não é tão grande quanto se imagina, por isso, os atores terão de ser bem selecionados se quiser aplausos ao final da atuação.

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