
Declarado santo pelo Vaticano neste domingo (7 de setembro), São Carlo Acutis tem uma ligação direta com Campo Grande (MS): um fragmento do coração e fios de cabelo do adolescente estão guardados na Capela Nossa Senhora Aparecida, localizada na Vila Margarida, há pouco mais de quatro anos.
A presença da relíquia faz da igrejinha um dos principais pontos de devoção do país, conhecida como a “capela do milagre”, por ser o local onde Carlo realizou, em 2013, o primeiro milagre reconhecido pela Igreja Católica: a cura de um menino com doença grave no pâncreas.
Após a exumação do corpo de Carlo Acutis em 2019, treze anos após sua morte em 12 de outubro de 2006, a Igreja Católica produziu relicários de primeiro grau — com fragmentos do coração e fios de cabelo — para envio a templos ao redor do mundo.
A mãe de Carlo, dona Antônia Acutis, decidiu presentear o pároco Marcelo Tenório, responsável por difundir a história do jovem no Brasil, enviando diretamente da Itália o relicário para a capela.
“Aqui temos um fragmento do coração e fios de cabelo”, explicou o padre Marcelo Tenório ao Jornal Midiamax. “Quando se abre o túmulo, o corpo estava intacto, os órgãos preservados. Retiraram pequenas partes do coração para confeccionar os relicários, que são autenticados por documento oficial, assinado pelo arcebispo.”
Capela virou destino de fé e pedidos
Na Capela Nossa Senhora Aparecida, o relicário está exposto no altar, logo abaixo de uma imagem de Carlo. Ao lado, uma urna com papéis e canetas permite que fiéis escrevam pedidos, agradecimentos e orações, que são depositados aos pés do santo.
O espaço recebe romarias e devotos de todo o Brasil, atraídos pela ligação direta com Carlo e pela importância histórica do local. O reconhecimento da capela como cenário do primeiro milagre contribuiu para a beatificação em 2020 e, agora, para a canonização do jovem.
Segundo o padre Marcelo, qualquer igreja do mundo pode solicitar uma relíquia de São Carlo Acutis, desde que siga o protocolo da Postulação da Causa dos Santos no Vaticano:
- A paróquia deve enviar uma carta oficial para a Diocese de Assis, na Itália.
- O pedido é avaliado pelo postulador da causa e pelo bispo local.
- Após autorização, o relicário é confeccionado por especialistas e enviado com certificado de autenticidade.
Em Campo Grande, no entanto, o envio foi espontâneo. “Dona Antônia já me mandou o relicário”, revelou o padre Marcelo, emocionado.





























