
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta segunda-feira (15) que o ex-deputado federal Roberto Jefferson receba tratamento psiquiátrico domiciliar, além de acompanhamento clínico feito por sua equipe médica particular.
Na decisão, Moraes destacou a necessidade de manter a continuidade dos cuidados fora do ambiente hospitalar, justificando a medida pelos “riscos de administração inadequada e histórico de dependência medicamentosa”. Além da psiquiatra, Jefferson também poderá contar com apoio de nutricionista e fisioterapeuta, desde que dias e horários sejam previamente comunicados ao STF.
O Supremo autorizou ainda que um barbeiro visite a residência a cada 15 dias, para auxiliar na higiene pessoal, como corte de cabelo e barba — procedimento considerado parte da atenção à saúde. Em julho, Jefferson já havia conseguido permissão para trocar a tornozeleira eletrônica, que estaria causando desconforto.
Condenado a nove anos, um mês e cinco dias de prisão pelos crimes de calúnia, homofobia, incitação ao crime e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o ex-presidente do PTB cumpre desde maio prisão domiciliar humanitária, concedida em razão de seu quadro de saúde.
Antes da decisão, Jefferson passou quase dois anos internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Atualmente, ele cumpre a pena em sua casa em Comendador Levy Gasparian, município de 9 mil habitantes a 140 km da capital fluminense.
























