Grupo indígena mantém ocupação após incêndio em fazenda de Caarapó

A Fazenda Ipuitã, localizada em Caarapó, voltou a ser foco de tensão neste fim de semana. Mesmo após o incêndio que destruiu parte da propriedade rural no sábado (25), um grupo de indígenas Guarani-Kaiowá permanece na área.

Segundo informações de autoridades locais, o número de ocupantes diminuiu ao longo do domingo (26), mas a presença policial continua intensa tanto no entorno da fazenda quanto nas estradas de acesso à região.

A movimentação começou a se dispersar ainda na tarde de sábado, quando parte dos manifestantes deixou a área ocupada. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) manteve o patrulhamento preventivo em toda a região rural, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros seguem de prontidão para evitar novos focos de incêndio.

De acordo com a PMMS, cerca de 30 indígenas teriam entrado na fazenda nas primeiras horas da manhã de sábado, retirado o caseiro e iniciado o fogo que atingiu maquinários e parte da plantação. As chamas foram controladas com o apoio dos bombeiros, que atuaram para proteger áreas próximas e evitar a propagação do fogo.

A fazenda fica às margens de uma aldeia e, segundo os indígenas, parte da área pertence à Terra Indígena Guyraroká. Parte do território já foi declarada oficialmente, enquanto a outra, onde está a propriedade rural, ainda está em processo de demarcação. Para os indígenas, o local é sobreposto ao território ancestral. Os fazendeiros afirmam que se trata de propriedade privada.

Contexto e investigações

A ocupação da Fazenda Ipuitã começou em 21 de outubro, dentro de um contexto de disputa territorial envolvendo comunidades indígenas e o proprietário da área. O caso segue sendo acompanhado por órgãos estaduais e federais, e uma perícia deve avaliar os danos causados pelo incêndio.

A situação permanece sob monitoramento constante, enquanto as forças de segurança tentam impedir novos confrontos e garantir a integridade dos moradores e trabalhadores rurais.