
Uma operação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) resultou na prisão de sete pessoas envolvidas em um esquema de furtos e receptação de cabos de alta tensão. Segundo a polícia, o grupo causou prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão à concessionária Energisa.
As prisões ocorreram na rodovia MS-080, entre Campo Grande e Rochedo, onde foram apreendidos mais de 1,5 tonelada de cabos cortados e prontos para transporte. O flagrante aconteceu durante diligências no quilômetro 20, após registro de várias ocorrências semelhantes na região. Ao se aproximarem de dois veículos — um VW Gol e um Fiat Uno — estacionados em local isolado, os policiais flagraram os suspeitos manuseando o material furtado.
Foram detidos J.P.R. (27), L.G.O.S. (19), N.D.D.B. (24), R.S.C. (37) e Z.L.C.S. (22), que confessaram participação no crime e apontaram M.A.G.A.A. (28), conhecido como “Marquinhos”, como líder do grupo. Ele financiava as ações e pagava cerca de R$ 200 por dia aos executores.
Na sequência, os agentes localizaram “Marquinhos” em uma casa no bairro Silva Regina, em Campo Grande, onde foram apreendidos vários rolos de cabos compatíveis com o material furtado. O suspeito admitiu que revendia os fios para F.S.O. (31), morador do bairro Santa Mônica, responsável por desmontar o material e separar o alumínio para revenda.
Durante as buscas, o irmão de F.S.O., D.S.O. (32), foi preso com um reboque carregado de cabos e confessou cuidar do transporte. No imóvel, também foram apreendidas uma esmerilhadeira e uma balança de precisão usadas no preparo do material.
De acordo com as investigações, o grupo agia de maneira organizada: “Marquinhos” liderava e pagava os comparsas; N.D.D.B. era encarregado dos cortes; J.P.R., L.G.O.S., R.S.C. e Z.L.C.S. faziam o enrolamento e transporte; e os irmãos F.S.O. e D.S.O. cuidavam da receptação e comercialização.
Ao todo, a polícia recuperou 1.548 kg de cabos de alta tensão. Uma testemunha e um funcionário da Energisa confirmaram o prejuízo milionário. Os sete presos foram levados à sede do Garras, onde seis foram autuados por furto qualificado e associação criminosa, e um por receptação qualificada.
O suspeito F.S.O. ainda não foi localizado, mas deve se apresentar à polícia acompanhado de advogado. Veículos, celulares e ferramentas usadas no crime foram apreendidos, e os demais envolvidos permanecem à disposição da Justiça.





























