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Sexta-feira, Junho 26, 2026
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Funcionária contratada como serviços gerais produzia bebidas em fábrica clandestina de Terenos

As investigações sobre a fábrica clandestina de bebidas alcoólicas fechada pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) em Terenos ganharam novos contornos após o depoimento de uma das funcionárias. Contratada para exercer funções de limpeza e apoio geral, a mulher confessou à polícia que era responsável pela fabricação das bebidas produzidas no local, que havia sido interditado em 2023 pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

A declaração surpreendeu os investigadores, já que a unidade — interditada pela segunda vez na última quinta-feira (6) — não poderia estar em funcionamento. A funcionária relatou que, mesmo sem formação técnica, passou a cuidar de todo o processo de produção, desde o preparo até o envase das garrafas, que depois recebiam rótulos de cachaça, vinho e vodca.

Durante a fiscalização, os policiais encontraram garrafas lavadas apenas com detergente, rolos de rótulos, e oito unidades de bebidas prontas para consumo sobre uma esteira usada como base de apoio. O cenário indicava que a produção estava em andamento, contrariando a interdição aplicada pelo Mapa no ano passado.

O delegado Wilton Vilas Boas, titular da Decon, afirmou que a equipe já investiga se a funcionária atuava por conta própria ou sob ordens diretas do proprietário, que preferiu permanecer em silêncio durante o interrogatório. “Ela afirmou que era responsável pela produção, mas ainda precisamos esclarecer se havia comando superior”, explicou.

Audiência e defesa

O empresário dono da fábrica foi autuado em flagrante e deve passar por audiência de custódia neste sábado (8). A advogada Talita Dourado, que faz a defesa, insiste que o cliente não retomou a fabricação desde a primeira interdição.

“A defesa reitera que não houve produção ou distribuição de bebidas após o bloqueio do Mapa. Estamos colaborando com as autoridades e confiamos que os fatos serão esclarecidos”, afirmou ao jornal Midia Max. 

Risco à saúde e novas diligências

A Decon reforçou que a produção era feita sem qualquer controle sanitário e com garrafas reutilizadas sem higienização adequada, o que representa risco direto à saúde dos consumidores. O material apreendido passará por análise laboratorial para verificar a presença de substâncias tóxicas.

O caso continua sob investigação e novas diligências devem ocorrer nos próximos dias, tanto em Terenos quanto em possíveis pontos de distribuição das bebidas. A polícia busca identificar quem recebia ou revendia os produtos, além de apurar se outras pessoas da equipe participavam do esquema.