Minas Gerais lidera ranking de áreas urbanas em encostas de risco

Crescimento de habitações em terrenos inclinados triplicou no Brasil nos últimos 40 anos, aponta estudo do MapBiomas

Minas Gerais é o Estado com mais construções em encostas íngremes. São quase 14.500 hectares com pessoas vivendo em locais de risco. As informações são de 2024 e constam no Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no Brasil, do MapBiomas, divulgado na 4ª feira (4.mar.2026).

No estado, fortes chuvas resultaram em 72 mortes e 1 desaparecido. O município mais atingido, Juiz de Fora, na Zona da Mata, ocupa o 3º lugar em área urbanizada em declive. A cidade tinha 1.256 hectares com risco de deslizamento em 2024.

Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina também têm grandes áreas urbanizadas em terrenos inclinados. São 8,5 mil hectares, 8,1 mil hectares e 3,7 mil hectares, respectivamente. A liderança nos municípios está com Rio de Janeiro e São Paulo – 1,7 mil hectares e 1,5 mil hectares.

RISCO maior

A ocupação de áreas de risco cresceu mais do que a urbanização no Brasil, afirma o estudo. A área urbana cresceu 2,5 vezes, mas as construções em terrenos inclinados mais que triplicaram em 40 anos.

De 1985 a 2024, a urbanização no país passou de 1,8 milhão para 4,5 milhões de hectares. O crescimento médio anual é de 70.000 hectares. Áreas em regiões de declividade acentuada e risco de erosão saltaram de 14.000 hectares para 43.400 hectares.

INUNDAÇÕES

O estudo identificou 1,2 milhão de hectares urbanos com grande risco de inundação no Brasil. A proximidade de rios e córregos aumenta a exposição a enxurradas.

O Rio de Janeiro registrou o maior território em risco por proximidade de drenagem em 2024, com 108,2 mil hectares. Em 40 anos, a ocupação nessas áreas quase dobrou.

Em Rondônia, as construções próximas a áreas de drenagem natural mais que duplicaram. Subiram de 7,3 mil hectares em 1985 para 18,8 mil hectares em 2024.

 


Com informações da Agência Brasil.