
Presidente dos EUA promete “consequências militares sem precedentes”, mas não confirma a existência dos artefatos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou o Irã nesta 3ª feira (10.mar.2026). Declarou que, caso o país persa tenha “colocado minas” no estreito de Ormuz –local por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial–, as “consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”.
O chefe da Casa Branca exigiu a “remoção imediata” dos artefatos que, segundo ele, “não há relatos” da existência. O republicano ainda disse que os EUA “estão usando a mesma tecnologia e capacidade de mísseis empregadas contra traficantes de drogas para eliminar permanentemente qualquer barco ou navio que tente minar o Estreito de Ormuz“.

A resposta de Trump se deu depois de a CNN publicar uma reportagem em que afirma que “O Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz”. A emissora declara que “a minagem ainda não é extensa, com apenas algumas dezenas de minas instaladas nos últimos dias”. Não identificou as duas fontes da informação.
Ainda segundo o material, o Irã mantém cerca de 90% de suas pequenas embarcações e navios lançadores de minas intactos, de modo que suas forças poderiam, na prática, colocar centenas de minas na hidrovia.
O IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) já havia alertado que qualquer navio que atravessasse o estreito seria atacado.
A eventual minagem do Estreito de Ormuz pode inviabilizar o tráfego pela região, que já enfrenta tensões militares e riscos de ataques a embarcações. O cenário tende a elevar significativamente o custo de seguros marítimos e a aumentar a incerteza nos mercados globais de energia.





























