
Com a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas, em Campo Grande, lotada e com falta de médicos, Asthanny Morgan Cardozo Aguirre está sofrendo em busca de atendimento para a filha de apenas 3 anos e 11 meses, que enfrenta nesta quinta-feira (26) uma forte crise de bronquite asmática.
Para a reportagem do TopMídiaNews, Asthanny relatou que estava no trabalho quando recebeu uma ligação da escola da filha, relatando que ela estava com uma forte crise de tosse, solicitando que ela fosse buscá-la na crechê, por volta das 13h30.
Ao chegar na escola, a crise da filha havia piorado ao ponta da criança ter demaiado. Desesperada, ela foi até a UPA Moreninhas, passou pela triagem, mas até o fechamento desta reportagem não foi atendida, mesmo relatando sobre a crise da criança.
Asthanny teria procurado o serviço social da UPA para tentar entender a demora, mas recebeu apenas uma resposta negativa. “Ela falou que eu teria que questionar na triagem, porque minha filha estava com classificação de risco verde, sendo que estava com episódio de desmaio, falta de ar e muita tosse. Fui então questionar na triagem e o enfermeiro respondeu que a classificação de risco é feita pelo sistema, no computador”, disse a mãe.
Conforme o profissional, não é possível colocar de forma ‘manual’ as classificações dos pacientes (verde, amarelo e vermelho), e que o sistema distruibui após o relato dos sintomas. “Ele ainda disse que como ela não chegou desmaiada, a classificação é verde”.
Essa não é a primeira crise da criança, que faz uso constante de salbutamol, medicamento broncodilatador de ação rápida, indicado para alívio imediato de crises de asma, bronquite crônica e outros. Entretanto, a mãe só consegue o remédio via Farmácia Popular. No dia 15 de março a menina esteve internada na UPA, e fez uso de adrenalina.
Segundo a assistente social da unidade, há três clínicos atendendo na UPA, porém conforme a mãe, apenas um está chamando pacientes. Em imagem enviada a reportagem, o local aparenta superlotação.
A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e aguarda retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.





























