
A licitação da Lotesul, conhecida nos bastidores como a “licitação milionária da jogatina” em Mato Grosso do Sul, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (8) com a publicação, no Diário Oficial do Estado (DOE), do resultado da Prova de Conceito (PoC) que aprovou a empresa Dodmax Tecnologia S/A para seguir no certame.
Com isso, o processo terá continuidade no próximo dia 13 de maio, às 8h30, quando as licitantes foram convocadas oficialmente para prosseguimento da disputa que definirá a empresa responsável pela operação da loteria estadual.
Conforme o jornal Correio do Estado, a Dodmax Tecnologia, empresa ligada ao pecuarista Mauro Dodero — primeiro tesoureiro da Acrissul — recebeu uma nova oportunidade para corrigir falhas identificadas anteriormente na etapa técnica da Prova de Conceito e acabou aprovada pela comissão responsável.
O contrato prevê a implantação e operação de uma plataforma tecnológica para gerenciamento das atividades lotéricas da Lotesul, incluindo controle financeiro, integração com meios de pagamento, manutenção do sistema e entrega do código-fonte e banco de dados ao Estado ao final do contrato.
Segundo informações divulgadas pelo Correio do Estado, Mauro Dodero teria mantido, historicamente, ligação com integrantes da família Name, conhecida em Mato Grosso do Sul pela atuação ligada ao jogo do bicho e sorteios eletrônicos. O empresário, porém, teria rompido essa relação recentemente e se aproximado de grupos ligados ao setor de apostas no Rio de Janeiro.
A Dodmax foi criada em 2024, período em que avançavam as discussões para a terceirização da loteria estadual. Na proposta apresentada no certame, a empresa indicou interesse em ficar com 69% da arrecadação da operação da Lotesul.
Antes da aprovação da empresa sul-mato-grossense, outras concorrentes acabaram desclassificadas, entre elas a LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda, que atua em diversos estados brasileiros, além da Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação e da Idea Maker Meios de Pagamento e Consultoria, sediada em São Paulo.
A disputa pela operação da Lotesul vem sendo marcada por questionamentos e suspeitas desde o ano passado. O processo chegou a ser suspenso em março de 2025 após acusações de possível direcionamento no edital.
Entre os pedidos de impugnação apresentados na época estavam manifestações do empresário Jamil Name Filho, o Jamilzinho, então preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), além da empresa Criativa Technology, de Dourados.
Os questionamentos, no entanto, foram rejeitados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Segundo o órgão, Jamilzinho não integrava oficialmente o certame e, por isso, não teria legitimidade para contestar o edital.
Já em relação à empresa douradense, a Sefaz sustentou que o edital seguia as diretrizes federais e negou qualquer favorecimento ou direcionamento na concorrência pública.
*Com informações do jornal Correio do Estado





























