
Recursos para a operação Ágata, ação permanente das Forças Armadas, tiveram queda nos 3 primeiros anos do atual governo
Os gastos com a operação Ágata, coordenada pelo Ministério da Defesa, tiveram queda de 35,5% nos 3 primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação com o mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foi de R$ 100,5 milhões na gestão anterior para R$ 64,8 milhões na atual.
A operação é uma mobilização conjunta das Forças Armadas com outras instituições de segurança pública. Visa a reprimir o crime organizado nas fronteiras, como tráfico de drogas, contrabando e garimpo ilegal. A ação foi criada a partir de decreto de 8 de junho de 2011.
Os dados são do Ministério da Defesa. Foram enviados ao Poder360 e corrigidos pela inflação até maio.

Já nos últimos 10 anos, a queda nos gastos com a operação foi de 71%. Passou de R$ 33,4 milhões em 2015 para R$ 9,5 milhões em 2025. O maior gasto do período foi registrado em 2022, com R$ 70,3 milhões.

Em nota enviada ao Poder360, o Ministério da Defesa afirmou que a operação Ágata Amazônia 2025 “impôs severas restrições à liberdade de ação de agentes delituosos e gerou prejuízo econômico superior a R$ 220 milhões”, e que a edição de 2026 já “obteve resultados expressivos, com impacto econômico ao crime superior a R$ 1 bilhão”.
OPERAÇÃO ÁGATA
A operação Ágata, coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, reúne ações voltadas à segurança de grande parte das fronteiras terrestres do Brasil, que somam cerca de 17.000 km.
Além do Exército, da Marinha e da Força Aérea, também participam:
- 12 ministérios;
- Polícia Federal;
- Polícia Rodoviária Federal;
- Força Nacional de Segurança Pública;
- Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis);
- Funai (Fundação Nacional do Índio);
- Receita Federal;
- outras instituições de segurança dos Estados da fronteira.
As operações Ágata de 2025 empregaram mais de 119 mil militares e realizaram mais de 130 mil ações. Incluem patrulhamentos aéreos, terrestres e fluviais, postos de bloqueio em rios e rodovias, vigilância em pistas de pouso e portos, revistas em veículos, além de atividades logísticas, de comunicação e sociais.
Em 2026, o Ministério da Defesa coordenou a operação Ágata Amazônia de 6 de abril a 13 de maio. O foco das ações foi a região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, com destaque para o combate ao garimpo ilegal e outros crimes. Foram apreendidas mais de 15 toneladas de drogas.
NOTA DO MINISTÉRIO
Leia a íntegra da nota enviada ao Poder360:
“Em 2025, a operação Conjunta Ágata Amazônia impôs severas restrições à liberdade de ação de agentes delituosos e gerou prejuízo econômico superior a R$ 220 milhões. Já em 2026, a operação Ágata Conjunta Amazônia Ocidental obteve resultados expressivos, com impacto econômico ao crime superior a R$ 1 bilhão.
“A atuação das Forças Armadas no monitoramento e na proteção das fronteiras da Amazônia está estruturada no âmbito do PPIF (Programa de Proteção Integrada de Fronteiras), instituído em 2016 e coordenado pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República). O PPIF tem como missão restringir a incidência de delitos transfronteiriços e ambientais na faixa de fronteira brasileira, compreendida em uma largura de até 150 km, incluindo águas interiores e a costa marítima.
“O programa orienta a atuação integrada e coordenada entre órgãos federais, estaduais e municipais, com foco na prevenção, controle, fiscalização e repressão de infrações administrativas e penais, sempre que possível em cooperação com países vizinhos.
“Nesse contexto, o Ministério da Defesa coordena operações e ações contínuas na faixa de fronteira terrestre e marítima, em articulação com órgãos de segurança pública e demais agências governamentais, destacando-se as operações Ágata.
“Essas operações constituem ação subsidiária prevista na Lei Complementar nº 97, de 1999 (arts. 16 a 18), com a finalidade de intensificar a presença do Estado, ampliar a integração interagências e otimizar o emprego de meios no combate aos ilícitos transfronteiriços e ambientais.”
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