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Quinta-feira, Agosto 20, 2026
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Colômbia decreta estado de emergência econômica após terremoto

Número de mortos subiu para 319; tremor de magnitude 7,4 atingiu o país em 10 de agosto

O governo do presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, direita), declarou na 4ª feira (19.ago.2026) estado de emergência econômica, social e ecológica por causa de grave calamidade pública, depois do terremoto que atingiu o país em 10 de agosto.

O decreto 1.261 de 2026 foi publicado pelo Dapre (Departamento Administrativo da Presidência da República). Eis a íntegra do documento, em espanhol (PDF – 11 MB).

O número de mortos no terremoto subiu para 319, segundo o relatório divulgado na 4ª feira pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses da Colômbia. Entre os mortos identificados, estão 24 menores de 18 anos e 12 estrangeiros. Há ainda 262 pessoas desaparecidas.

Comunicado do Instituto Nacional e Medicina Legal e Ciências Forenses informando os das de vitimas identificadas e pessoas reportadas como desaparecidas

Na Colômbia, o presidente pode declarar estado de emergência quando o país enfrenta uma situação grave que afeta a economia ou o bem-estar da população. Isso permite ao governo emitir decretos com força de lei, sem aprovação do Congresso, para agir com rapidez.

Essa medida está prevista no artigo 215 da Constituição e pode durar até 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30, embora o uso cumulativo não possa exceder 90 dias em 1 único ano. Uma vez decretada, a medida deve ser analisada pelo Tribunal Constitucional que decidirá se a situação realmente justificava seu uso, cabendo ao Congresso exercer o poder de fiscalização política das medidas adotadas.

Entre as medidas, o decreto determina a utilização de fundos do Sistema Geral de Royalties para “financiar projetos de investimento dentro da estrutura dos princípios constitucionais”.

O governo colombiano também está discutindo a criação de linhas de crédito emergenciais “com condições não previstas atualmente na legislação financeira (taxas subsidiadas, prazos de carência extraordinários)”. Planeja-se também utilizar recursos do Fundo Nacional de Turismo para subsidiar “temporariamente” as operações hoteleiras nas áreas afetadas.

Em seu perfil no X, Espriella declarou que “cada peso [colombiano] destinado a esta emergência será administrado com responsabilidade, transparência e rigor”.

O presidente colombiano também disse que instruiu todo o seu governo a passar menos tempo nos escritórios e ir mais a campo.

“Agora temos pela frente uma tarefa enorme: reconstruir moradias, comércios, escolas, hospitais, vias e comunidades inteiras. Vamos fazê-lo unidos, com o setor privado, as autoridades territoriais, os organismos de socorro, a cooperação internacional e, acima de tudo, com a força e a solidariedade de milhões de colombianos”, acrescentou.

Publicação de Abelardo De La Espriella informando decretando estado de emergência econômica na Colômbia