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Quinta-feira, Setembro 3, 2026
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Executada com tiro no rosto no portão de casa foi mais uma vítima da guerra de facções em MS

Marilei Pereira de Souza, assassinada em Maracaju (Foto: Reprodução)

Marilei Pereira de Souza, de 44 anos, executada na tarde
desta terça-feira (1º) em Maracaju, foi mais uma vítima da guerra de facções
que há meses deixa rastro de sangue em todas as regiões de Mato Grosso do Sul. Levantamentos
preliminares indicam que ela pode ter sido assassinada a mando do Comando
Vermelho.

Essa possibilidade ganhou força pelo fato de o filho de Marilei,
Armando de Souza Barbosa, o “Tiu”, ser declaradamente integrante da facção
rival, o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A Polícia Civil, que investiga o crime, ainda não se manifestou
oficialmente, mas confirma que a morte de Marilei ocorreu “em contexto de organização
criminosa”.

A mulher estava sozinha em casa, na Rua Castro Alves,
quase esquina com a Rua Alan Kardec, no Bairro Ilha Bela I. O marido dela havia
saído para levar o enteado à escola. O assassino teria chamado pela moradora. Ao
chegar ao portão, ela foi alvejada com um tiro no rosto.

Ao voltar para a casa, o marido encontrou o matador
saindo do local em uma Honda Biz verde. Quando olhou para o interior do
quintal, viu a mulher caída no chão, em meio a uma poça de sangue.

Ele contou que Marilei ainda estava viva e lhe pediu que
a retirasse daquela posição. O marido relatou à polícia que a puxou para a
sombra, mas a mulher morreu antes da chegada do Corpo de Bombeiros. A perita da
Polícia Científica constatou um único tiro, na mandíbula da vítima. Até agora não
há informações se o autor já foi identificado.

Filho do PCC

Acusado de tentar matar 3 rivais no meio da rua, na manhã
de sexta-feira (28), Armando de Souza Barbosa foi preso no mesmo dia. Câmera de
monitoramento instalada em um estabelecimento, na Vila Juquita, gravou o
momento em que 3 homens em uma moto Kenton preta com placa do Paraguai eram
perseguidos por Armando.

Também de moto, ele disparou vários tiros na direção do
trio, mas não conseguiu acertar os alvos. Durante a fuga, os 3 homens caíram da
moto após se chocarem com um veículo e continuaram fugindo a pé.

As imagens ainda mostraram Armando atirando nos homens
que fugiam correndo e gritando “é o PCC, filho da p…, é o 15”. A facção usa o
número 1533 como identificação, numa referência direta à posição das letras da
sigla no alfabeto tradicional (15ª letra para o P e 3ª letra para o C, formando
1533).

No período da noite, a Polícia Militar prendeu Armando em
sua casa. Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 carregado
com 6 munições intactas, 7 porções de cocaína embaladas para venda e R$ 410 em
notas fracionadas. Marilei teria sido assassinada como retaliação pelo ataque
de Armando aos integrantes do Comando Vermelho, na sexta-feira.