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Segunda-feira, Outubro 5, 2026
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Bancada do agro reelege metade dos seus integrantes

Maior grupo do Congresso, Frente Parlamentar da Agropecuária consegue novos mandatos para 150 deputados e 23 senadores

Maior bancada do Congresso Nacional, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) conseguiu reeleger 50% dos seus integrantes nas eleições de 2026. Dos 345 congressistas cadastrados no site oficial da frente, 173 terão novos mandatos na Câmara ou no Senado a partir de 2027, conforme levantamento feito pelo Poder360.

Na última atualização, de 27 de julho, a lista de integrantes da FPA tinha 297 deputados federais. Desse total, 150 conseguiram se reeleger no domingo (4.out.2026). Outros 17 foram eleitos para o Senado e assumirão cadeiras na Casa Alta a partir do ano que vem. 

É o caso de nomes como Arthur Lira (PP-AL), Bia Kicis (PL-DF), Evair de Melo (Republicanos-ES), Gustavo Gayer (PL-GO), André Fufuca (PP-MA), Carlos Jordy (PL-RJ), Marcel van Hattem (Novo-RS), Carol de Toni (PL-SC) e Guilherme Derrite (PP-SP).

Outros nomes tradicionais da FPA também conseguiram renovar seus mandatos na Câmara, como o atual presidente da frente, Pedro Lupion (PP-PR), Alceu Moreira (MDB-RS) e Zé Vitor (PL-MG), cotado para assumir a presidência da bancada no ano que vem. 

Considerando os que ficam na Câmara e os que sobem para o Senado, a taxa de reeleição entre deputados foi de 56%.

Entre os senadores, 6 dos 48 que integram a composição atual conseguiram a reeleição: Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-RJ), Carlos Portinho (PL-RJ), Alessandro Vieira (MDB-SE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eduardo Gomes (PL-TO). 

Houve também o caso de um senador que voltará à Câmara: Izalci Lucas (PL-DF).

Há ainda 18 senadores da FPA que têm mandato até 2031. Parte desse grupo, no entanto, deixará a Casa Alta no ano que vem. É o caso de Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, e Sérgio Moro (PL), eleito governador do Paraná. Outra possível baixa é Alan Rick (Republicanos), que vai ao 2º turno na disputa pelo governo do Acre. 

Já senadores considerados lideranças da Oposição, como Rogério Marinho (PL-RN) e a atual vice da FPA, Tereza Cristina (PP-MS), podem acabar deixando a frente para assumir cargos no Executivo em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

QUEM FICA DE FORA

Nomes tradicionais deixarão o Congresso e, consequentemente, a FPA, no ano que vem. É o caso do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), uma das principais lideranças ruralistas do Congresso, e dos deputados Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), atual vice-presidente da FPA na Câmara, e Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), que decidiram não disputar reeleição e deixarão o Congresso no final deste ano.

Considerada a bancada mais forte do Congresso, a FPA é uma associação suprapartidária que reúne deputados federais e senadores e representa os interesses do setor agropecuário e do agronegócio brasileiro.

A frente atua na proposição e alteração de leis voltadas para a produção rural e o agronegócio e na defesa dos direitos de propriedade e pautas fiscais ou trabalhistas do campo, além de articular votos e influenciar decisões em comissões estratégicas do Congresso.