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Terça-feira, Julho 21, 2026
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China calcula ter mais de 400 modelos de robôs humanoides

Volume representa mais da metade da oferta mundial; governo também diz que o país domina 70% do mercado de robôs quadrúpedes

O Conselho de Estado da China apresentou na 2ª feira (20.jul.2026) os resultados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país no 1º semestre de 2026. O principal destaque da apresentação foram os números que indicam dominância da China no mercado de robôs inteligentes.

Segundo o governo chinês, empresas chinesas produzem atualmente 400 modelos de robôs humanoides, mais da metade do que há hoje disponível no mercado. Já no setor de robôs quadrúpedes –em geral aqueles que são chamados de cães-robô– os modelos chineses representaram 70% das vendas globais nos primeiros 6 meses do ano.

No 1º semestre, a produção de robôs industriais cresceu 28% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a produção de robôs de serviço aumentou 11,9%.

De acordo com o engenheiro-chefe do ministério, Wang Weiming, o bom desempenho das companhias chinesas no período está relacionado às políticas do governo para criar um bom ambiente para o setor de tecnologia –dentre elas, o incentivo para o uso e integração de IA (inteligência artificial) na indústria.

Wang disse que o órgão acelerou os esforços para estabelecer um ciclo fechado que conecte tecnologia, serviços e indústria no país e que foram lançadas 111 plataformas-piloto para integração desses 3 pilares, além do reconhecimento de 14 incubadoras de empresas de ciência e tecnologia de destaque.

Desde o ano passado, a China já lidera com folga o mercado de venda de robôs autônomos inteligentes. Segundo dados da empresa de pesquisa e consultoria em tecnologia Omdia, duas empresas chinesas –Unitree e AgiBot– dominaram as vendas globais de robôs humanoides, com mais de 5.000 unidades cada. O resultado somado das duas equivale a quase o triplo de todas as outras empresas somadas.

Estar à frente da indústria de robôs autônomos é uma das prioridades da China no curto prazo e, por enquanto, Pequim está conseguindo atingir seus objetivos.

Atualmente, o setor está voltado para reduzir custos com a mão de obra na indústria e nos serviços, realizando atividades como carregar mercadorias e atendimento ao público. As vendas desses modelos já movimentaram US$ 900 milhões no ano passado e consultorias estimam que o volume superará os US$ 7 bilhões até 2030.


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