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Sexta-feira, Julho 24, 2026
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China repudia tarifa dos EUA de 12,5%

Pequim foi afetado pela mesma tarifa que incidiu sobre o Brasil e que entra em vigor nesta 6ª feira (24.jul)

O Ministério das Relações Exteriores da China repudiou nesta 6ª feira (24.jul.2026) a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos ao país. A medida, que entrou em vigor nesta 6ª feira (24.jul.2026), foi aplicada a 60 parceiros comerciais, entre eles o Brasil.

“A posição da China sobre as questões econômicas e comerciais sino-americanas é consistente e clara: opomo-nos a todas as formas de medidas tarifárias unilaterais. Guerras tarifárias e guerras comerciais não interessam a nenhum dos lados”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, a jornalistas.

O porta-voz não deu mais detalhes sobre o tema e limitou-se a repetir o posicionamento adotado pelo governo chinês sempre que a administração de Donald Trump (Partido Republicano) anuncia novas tarifas contra o país.

A nova barreira comercial norte-americana foi anunciada depois de uma rodada de negociações entre autoridades dos 2 países realizada nas Filipinas. Participaram do encontro o chanceler chinês, Wang Yi, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Antes, Trump e o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), já haviam se reunido em maio, em Pequim, para uma série de encontros sobre comércio. Esta é a 1ª tarifa imposta por Trump à China desde a reunião com Xi.

A nova tarifa decorre de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. A apuração analisou as medidas adotadas por outros países para combater o trabalho forçado e seus impactos sobre o mercado norte-americano.

Segundo a investigação, China, Brasil e outros 36 países foram enquadrados na alíquota de 12,5%. Outros 18 receberam tarifa de 10%, entre eles Argentina, México, Canadá e Índia.

União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Suíça também foram alvo de tarifas. Nesses casos, porém, a nova cobrança se soma às já existentes, resultando em alíquotas totais de 10% a 12,5%. Segundo os Estados Unidos, esses parceiros receberam tratamento mais favorável.

No caso da China, a tarifa sobre produtos em geral era de 10%. Com a nova alíquota de 12,5%, passa a 22,5%. O percentual supera o acordado com Xi em novembro de 2025, quando a tarifa ficou em 20%.

Para o Brasil, a carga tarifária é maior. A nova tarifa de 12,5% soma-se à sobretaxa de 25% anunciada em 15 de julho, podendo elevar a alíquota total para até 37,5%.