
Os 483.210 eleitores que não votaram no primeiro turno em Mato Grosso do Sul passaram a ser disputados pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com 23,87% dos aptos ausentes, o Estado registrou a maior taxa de abstenção do país, um contingente que representa quase um em cada quatro eleitores.
Nesta quarta-feira (7), aliados dos dois candidatos intensificaram a articulação para o segundo turno. A campanha de Lula pretende identificar quem deixou de votar, incentivar o comparecimento às urnas e ampliar o diálogo com os indecisos. Já o grupo de Flávio trabalha para reduzir as ausências e conquistar o apoio de eleitores que escolheram outros presidenciáveis.
Após uma reunião com Flávio em Brasília, o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) afirmou que a mobilização dos faltosos e a ampliação das alianças podem elevar a votação do candidato a 70% dos votos válidos em Mato Grosso do Sul. O percentual é uma expectativa do aliado.
Na avaliação do grupo, a chuva forte no domingo da eleição contribuiu para o elevado número de ausências. Além de incentivar a participação desses eleitores, os apoiadores querem incorporar lideranças e votos de candidaturas que ficaram fora do segundo turno.
O governador Eduardo Riedel (PP), que também participou do encontro em Brasília, informou que os comitês continuarão mobilizados. A articulação prevê reunir prefeitos, candidatos eleitos e aliados que disputaram a eleição estadual, mas não conquistaram mandato.
Com o encerramento das disputas locais, essa rede política deverá concentrar esforços na campanha presidencial. Riedel apontou os eleitores de Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury entre os públicos que o grupo pretende alcançar.
Para o governador, convencer quem votou em outro candidato é a principal frente de atuação. A busca pelos abstencionistas também integra a estratégia, mas será acompanhada de ações para ampliar a vantagem de Flávio no Estado.



























