
Instalada oficialmente nesta sexta-feira (6), na Câmara Municipal, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buracos terá a missão de investigar a execução dos serviços de recuperação asfáltica em Campo Grande, diante das constantes reclamações da população sobre a quantidade de buracos nas ruas e a demora nos reparos.
O requerimento de abertura da investigação recebeu o apoio dos 29 vereadores. A comissão será presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), terá Victor Rocha (PSDB) como relator e contará ainda com Dr. Lívio (União), Leinha (Avante) e Beto Avelar (PP).
Para o vereador Landmark Rios, a CPI precisa ir além de uma investigação burocrática e apresentar respostas concretas à população. O parlamentar defende que sejam levantados todos os contratos relacionados aos serviços de tapa-buracos, os valores pagos e empenhados, as empresas responsáveis e os fiscais que acompanharam a execução dos trabalhos.
“Essa CPI tem que indicar quais foram os contratos realizados, quais os valores desses contratos, o que foi pago, o que foi empenhado, onde esses serviços foram executados, quais empresas realizaram os trabalhos e quem são os fiscais responsáveis”, defendeu Landmark.
O vereador também cobra transparência na apresentação dos locais atendidos, com registros fotográficos que permitam verificar a qualidade dos serviços e se os reparos contratados foram efetivamente realizados.
O mandato de Landmark Rios acompanhará de perto os trabalhos da comissão, cobrando fiscalização, responsabilidade e esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos públicos. Para o parlamentar, a investigação precisa ter um objetivo central: resolver o problema que afeta diariamente motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
“A população não quer apenas uma CPI para apontar problemas. Quer respostas e, principalmente, quer os buracos tampados. Nosso mandato estará vigilante para que essa investigação cumpra seu papel e apresente resultados”, ressaltou.
A primeira reunião da comissão está prevista para segunda-feira (9), quando os integrantes deverão definir o plano de trabalho. A expectativa é que a investigação esclareça como os recursos foram aplicados, identifique possíveis responsabilidades e cobre providências para melhorar as condições das ruas da Capital.
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