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Sábado, Julho 18, 2026
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Dólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão global


O dólar fechou em leve alta frente ao real, o Ibovespa
interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e o petróleo disparou quase
5% nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no
Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também
influenciou as negociações em todo o planeta.

O avanço das cotações do petróleo amenizou as perdas da
moeda brasileira e sustentou ações da Petrobras, mas foi insuficiente para
impedir a queda da bolsa brasileira.

Principais números:

Dólar à vista: +0,24%, a R$ 5,111;

Ibovespa: -0,06%, aos 173.714,08 pontos;

Petróleo Brent: +4,59%, a US$ 88,10 o barril;

Petróleo WTI: +4,48%, a US$ 82,49 o barril.

Câmbio

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda
estadunidense diante das divisas de países emergentes em uma sessão dominada
pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e
Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda
norte-americana.

A divisa chegou à máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30,
mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou o dia cotada a R$ 5,111, com alta
de R$ 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, com o dólar caindo 1%
frente ao real em julho. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de 6,88%.

Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve
desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O avanço das cotações do
petróleo beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante
exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial. O aumento das
tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo
plano para os investidores.

Mercado de ações

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a
sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, confirmando a
primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante
parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as
ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas.

O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização
do petróleo, limitou as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida,
ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo,
construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a
desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo (IBC-Br) de maio e
os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos
brasileiros.

No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e
empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados
globais, reforçando o movimento de migração para ativos com risco menor.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte
alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento
das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo
Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras,
avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10 o barril. O barril WTI, do Texas,
subiu 4,48%, para US$ 82,49.

As duas referências acumulam valorização próxima de 16%
na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos
choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia, com
potencial impacto sobre a inflação global e as expectativas para a política
monetária das principais economias.