
O avanço da epidemia de Chikungunya em Dourados acendeu ainda mais o sinal de alerta nesta quinta-feira (30), com a confirmação da nona morte pela doença no município. O novo óbito foi divulgado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), que coordena as ações de enfrentamento, especialmente na Reserva Indígena e também na área urbana.
A vítima mais recente é um indígena de 29 anos, morador da aldeia Bororó. Ele começou a apresentar sintomas no dia 19 de abril e morreu no dia 25, após complicações da doença, no Hospital da Vida. Com esse registro, o número de mortes chega a nove, sendo oito delas entre indígenas.
Coordenador-geral do COE, o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, lamentou o cenário e fez um apelo direto à população. “Infelizmente, perdemos mais uma vida para essa doença grave. Ainda assim, muitas pessoas continuam tratando a situação com descaso. Precisamos que todos entendam a gravidade desse momento”, afirmou.
Desde o início da epidemia, as vítimas incluem idosos e até bebês. Entre os óbitos já registrados estão indígenas de 69, 73, 60, 77 e 55 anos, além de duas crianças de apenas 3 meses e 1 mês de vida. Também foi registrada a morte de um paciente de 63 anos fora da população indígena.
O boletim epidemiológico mais recente mostra um cenário preocupante. Atualmente, 35 pessoas estão internadas com a doença em diferentes unidades de saúde, incluindo o Hospital Universitário da UFGD, hospitais regionais e unidades conveniadas.
No total, Dourados já contabiliza 7.371 notificações de Chikungunya, com 5.271 casos prováveis e 2.755 confirmados. Ainda há 2.516 casos em investigação. Nas aldeias Bororó e Jaguapiru, a situação é ainda mais crítica, concentrando mais de 3 mil notificações e quase 1.800 confirmações da doença.
Diante do cenário, a Prefeitura reforça que o combate ao mosquito Aedes aegypti depende da participação de toda a população. Eliminar água parada, manter quintais limpos e descartar corretamente o lixo são medidas essenciais para conter a proliferação do vetor.
“Essa luta não é só do poder público. Só vamos vencer essa guerra com o envolvimento de todos”, reforçou Márcio Figueiredo.





























