
Mato Grosso do Sul atingiu a marca de 17 mortes confirmadas por chikungunya em 2026, alcançando em menos de cinco meses o mesmo total de óbitos registrados durante todo o ano passado. A informação consta no boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul referente à 18ª semana epidemiológica.
A nova vítima confirmada é um homem de 43 anos, morador de Douradina, município vizinho a Dourados. Conforme os dados oficiais, o paciente possuía tuberculose, condição considerada fator de risco para agravamento da doença.
Segundo a SES, nove das 17 pessoas que morreram em decorrência da chikungunya neste ano apresentavam algum tipo de comorbidade.
Os óbitos registrados até agora ocorreram nos municípios de Dourados, com 11 mortes, além de Bonito e Jardim, com dois casos cada. Também houve registros em Fátima do Sul e Douradina. Um outro óbito segue em investigação.
O boletim aponta ainda crescimento acelerado da doença em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o Estado contabiliza 11.521 casos prováveis de chikungunya e 4.834 confirmações registradas no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
Somente na última semana epidemiológica, foram acrescentados 1.191 novos casos prováveis, aumento de 11,5% em comparação ao boletim anterior.
Os números de 2026 já representam mais de 81% de todos os registros feitos ao longo de 2025, quando o Estado encerrou o ano com aproximadamente 14,1 mil notificações da doença.
A incidência estadual chegou a 417,9 casos para cada 100 mil habitantes, índice considerado extremamente elevado e acima do patamar normalmente associado a cenários epidêmicos.
Mesmo com o avanço expressivo da chikungunya, a SES ainda não classifica oficialmente a situação como epidemia estadual.
Mato Grosso do Sul também aparece atualmente como líder nacional em incidência da doença. A taxa registrada no Estado é mais de 20 vezes superior à média brasileira, estimada em 20,1 casos por 100 mil habitantes. Goiás, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande do Norte aparecem na sequência entre os estados com maiores índices.
Outro dado que chama atenção no boletim é o número de gestantes infectadas. Conforme a SES, 65 grávidas tiveram confirmação para chikungunya neste ano em Mato Grosso do Sul.
A orientação das autoridades de saúde é para que a população evite automedicação e procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, manchas vermelhas pelo corpo e fadiga.
Dados da chikungunya em MS
- 11.521 casos prováveis;
- 4.834 casos confirmados;
- 17 mortes confirmadas em 2026;
- 1 óbito em investigação;
- 65 casos confirmados em gestantes.





























