

A preocupação com a segurança da água consumida pelas famílias após o afundamento de uma barcaça carregada de minério de ferro no Rio Paraguai motivou um pedido de providências na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). O requerimento foi apresentado nesta quinta-feira (5) pelo deputado Renato Câmara (Republicanos), 1º vice-presidente da ALEMS, para verificar possíveis riscos à saúde dos moradores de Corumbá, Ladário e da Comunidade Antônio Maria Coelho.
O documento solicita ao Governo do Estado, às secretarias estaduais competentes e ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) resultados das análises da água, informações sobre possíveis impactos nos mananciais e medidas para garantir o abastecimento seguro das famílias.
“Antes de tudo, precisamos cuidar das pessoas. Nossa preocupação é com as famílias que dependem dessa água todos os dias. Precisamos saber se existe algum risco à saúde, garantir informações claras aos moradores e, se necessário, o fornecimento de água potável. A proteção das pessoas deve ser prioridade”, afirma Renato Câmara.
O acidente ocorreu no sábado (31), no Porto Gregório Curvo, em Corumbá. Segundo informações apresentadas no requerimento, moradores da Comunidade Antônio Maria Coelho relataram que a água captada no Córrego Piraputanga chegou às residências com intensa coloração avermelhada. A alteração relatada exige investigação para identificar suas causas e verificar a segurança da água utilizada pelas famílias.
O requerimento também solicita esclarecimentos à Secretaria de Estado de Saúde sobre as orientações prestadas aos moradores e as medidas previstas em caso de comprometimento da qualidade da água.
Fiscalização e acompanhamento

Presidente da Comissão de Meio Ambiente e da Frente Parlamentar de Recursos Hídricos, Renato Câmara busca reunir informações técnicas para acompanhar as providências dos órgãos responsáveis e fiscalizar as medidas adotadas após o acidente.
O caso também é acompanhado pela Câmara Municipal de Corumbá. Conforme informações divulgadas pelo Legislativo municipal na quarta-feira (4), a Capitania dos Portos do Pantanal, o Imasul e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuam no acompanhamento da ocorrência, dentro de suas atribuições.
As circunstâncias do afundamento e a possibilidade de saída da carga ainda são objeto de investigação. As informações solicitadas pela Comissão de Meio Ambiente deverão contribuir para esclarecer os possíveis impactos do acidente e acompanhar as medidas de proteção aos moradores e de recuperação ambiental.


























