
Presidente abordará possíveis vulnerabilidades em sistemas de votação e dados desclassificados da eleição de 2020
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), fará um pronunciamento à nação na 5ª feira (16.jul.2026) para tratar de supostas vulnerabilidades em urnas eletrônicas e apresentar informações de inteligência recém-desclassificadas sobre a eleição de 2020. A informação foi divulgada por uma autoridade do governo norte-americano à Reuters na 2ª feira (13.jul.2026), sob condição de anonimato.
O discurso será transmitido em rede nacional. No pronunciamento, Trump deve voltar a afirmar que foi derrotado pelo democrata Joe Biden em 2020 em razão de uma fraude eleitoral em larga escala.
A alegação de fraude foi rejeitada por tribunais, auditorias eleitorais e pelo Departamento de Justiça durante o 1º mandato de Trump. Nenhuma dessas instâncias encontrou evidências de irregularidades, incluindo manipulação de urnas eletrônicas. À época, a agência federal de segurança cibernética classificou a votação de 2020 como “a mais segura da história dos Estados Unidos”.
Segundo a autoridade ouvida pela Reuters, Trump tratará do que a Casa Branca considera falhas nas máquinas de votação que poderiam permitir ataques cibernéticos de governos estrangeiros. Autoridades eleitorais, porém, afirmam que os equipamentos são seguros e que não há evidências de invasões estrangeiras capazes de alterar os resultados de eleições anteriores.
CONTEXTO ELEITORAL
Desde o retorno à Casa Branca, o governo Trump ampliou a supervisão federal sobre a administração das eleições e propôs mudanças no sistema de votação. Especialistas em direito eleitoral afirmam que essas iniciativas reduzem a autonomia dos Estados e podem violar a Constituição norte-americana.
O pronunciamento será feito às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso. Democratas e especialistas em segurança eleitoral dizem temer uma tentativa de interferência do governo no processo.
Para especialistas ouvidos pela Reuters, ao insistir que a eleição de 2020 foi ilegítima, Trump abre espaço para contestar eventuais derrotas de candidatos republicanos e enfraquecer a legitimidade de possíveis vitórias democratas nas próximas disputas.




























