Márcio Pudim cobra política de prevenção ao câncer de ovário durante Outubro Rosa

Márcio Pudim cobra política de prevenção ao câncer de ovário durante Outubro Rosa

 

Autor da Lei n. 4.822 de 13 de abril de 2022, que institui no Município de Dourados a Política de Prevenção e Combate ao Câncer de Ovário, o vereador Márcio Pudim (PSDB) está cobrando ações do poder público local. A lei estabelece diversas medidas de política de prevenção ao câncer de ovário, entre elas a divulgação de ações durante o Outubro Rosa, como disciplina o inciso IV da lei: “IV – incorporar nas campanhas do Outubro Rosa ações específicas para o tema do câncer de ovário, com esclarecimentos sobre sintomas e informações sobre formas de tratamento;”

De acordo com o vereador, as campanhas do Outubro Rosa, por mais que tenham expandido seus debates sobre a saúde da mulher, verifica-se, ainda, a necessidade de trazer a abordagem discussões de inúmeras outras circunstâncias a que estão sujeitas as mulheres como, por exemplo, o câncer de ovário.

Márcio Pudim observa ainda que, segundo informações da Associação para a Prevenção e Combate ao Câncer Infantil e Adulto (SOS do Câncer), o câncer de ovário é o câncer ginecológico de maior letalidade, apesar de ser menos frequente. Isso porque é o mais difícil de ser diagnosticado em estágios iniciais, fazendo com que a mulher que recebe esse diagnóstico já esteja com a doença em estado avançado, mais difícil de tratar e curar. Cerca de 75% dos tumores malignos já estão em estágio avançado quando acontecem os primeiros diagnósticos.

O exame preventivo ginecológico, conhecido como Papanicolau, é o exame mais comum feito pelas mulheres, realizado com mais frequência, idealmente uma vez por ano. Contudo, este é um exame realizado para detecção do câncer de colo de útero e não detecta o câncer de ovário. E, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de ovário é o segundo tipo mais comum de câncer ginecológico[1].

“Uma política específica para o câncer de ovário é necessária. A demora na detecção faz com que a doença tenha alta taxa de mortalidade, o que deve ser alvo de preocupação e da atenção do Poder Público Municipal”, acrescenta o vereador.

“Portanto, é nesse sentido que foi proposta a referida lei”, afirma, anunciando que irá enviar expediente, via ofício, questionando quais medidas e protocolos o Poder Público Municipal realizou ou realizará para cumprir a ação específica determinada pelo inciso IV da Lei n. 4.822/22.