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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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“Não dá mais”: Landmark Rios defende o fim do contrato com o Consórcio Guaicurus

Intervenção no Consórcio Guaicurus revela sucateamento e dívidas. Landmark Rios cobra mudanças, defende usuários, trabalhadores e o projeto Ar no Busão.

Vinte dias após o início da intervenção no Consórcio Guaicurus, os primeiros levantamentos revelam um cenário preocupante no transporte coletivo de Campo Grande. A equipe comandada pelo interventor-geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, com Rodolfo Bahiense Fernandes (administrativo-financeiro), Alexandre Souza Moreira (jurídico) e Robson Tadeu Pereira (operacional), encontrou um sistema marcado pelo sucateamento, dívidas e falta de investimentos.

De acordo com as informações apresentadas pela equipe responsável pela intervenção, o Consórcio acumula dívidas com diversos fornecedores, registra elevada inadimplência e opera em condições muito abaixo do esperado para um serviço essencial à população.

O problema vai muito além dos ônibus. Os interventores também encontraram um ambiente de trabalho precário para os próprios colaboradores, evidenciando que o descaso atinge tanto quem utiliza o transporte coletivo quanto quem trabalha diariamente para mantê-lo em funcionamento.

Outro dado que chamou a atenção foi a inexistência de manutenção preventiva da frota. Segundo o levantamento, os veículos só passam por reparos quando apresentam defeitos, prática que compromete a segurança, aumenta o número de ônibus quebrados e reduz a qualidade do serviço oferecido à população.

Para o vereador Landmark Rios, as informações confirmam a necessidade de mudanças profundas na forma como o transporte coletivo é administrado em Campo Grande.

“O que está vindo à tona é muito grave. Não estamos falando apenas de ônibus velhos, mas de uma gestão que deixou de investir na manutenção, acumulou dívidas e abandonou tanto os usuários quanto os trabalhadores do transporte coletivo.”

Landmark defende que qualquer solução para o sistema precisa colocar em primeiro lugar quem depende do ônibus todos os dias para estudar, trabalhar e acessar os serviços públicos, além de garantir condições dignas aos motoristas, cobradores e demais profissionais do setor.

O parlamentar também reforça que a qualidade do transporte passa pela valorização dos trabalhadores e pela melhoria das condições oferecidas aos passageiros.

Entre as propostas apresentadas pelo mandato está o projeto Ar no Busão, que prevê a climatização da frota do transporte coletivo de Campo Grande. A iniciativa busca oferecer mais conforto e dignidade aos usuários, especialmente diante das altas temperaturas registradas na Capital.

“Não é luxo. É respeito com quem passa horas dentro de um ônibus para trabalhar, estudar ou cuidar da família. Transporte público de qualidade significa segurança, conforto e valorização das pessoas”, defende Landmark.

A expectativa agora é pela conclusão do relatório da intervenção, que deverá apontar responsabilidades e indicar os próximos passos para recuperar um sistema que, há anos, tem sido alvo de críticas da população.

Enquanto as investigações avançam, fica cada vez mais evidente que o transporte coletivo de Campo Grande precisa de transparência, investimentos e compromisso com quem realmente sustenta o sistema: os trabalhadores e os milhares de passageiros que dependem diariamente do ônibus para viver.


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