“Novo PAC tem a cara do presidente Lula”, diz ministra Simone Tebet

Durante lançamento do Novo PAC, na 5ª feira (21.set.23), em Campo Grande (MS), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet celebrou a escolha de estar ao lado do presidente Lula (PT), exaltando o petista como figura democrática e de alto poder de articulação para obter resultados históricos para o Brasil. Para a ministra, Lula alcançará marcas incríveis em seu 3º governo, muito em razão da escolha acertada e ampla da equipe ministerial.  

“Se temos um novo Brasil é porque temos uma equipe de valorosos ministras e ministros, de uma frente ampla, de vários partidos que se somam a favor do Brasil. Esse novo PAC tem a cara do presidente Lula. É a cara de um presidente democrático que não discrimina partidos, que está aqui em Mato Grosso do Sul respeitando a vontade legítima do povo sul-mato-grossense que elegeu Eduardo Riedel do PSDB”, avaliou a emedebista.

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Tebet disse que ao longo dos últimos 4 anos, o Brasil viveu sob um governo que remetia ao inverno – estação difícil para brasileiros. “Eu quero aqui relembrar que depois de 4 longos anos de inverno, hoje nós sabemos que estamos plantando a semente de bons frutos e flores que o povo sul-mato-grossense e o povo brasileiro há de colher”.

A ex-senadora e ex-prefeita sul-mato-grossense disse que, com muita tranquilidade, tem orgulho de servir ao Brasil, servindo ao governo do presidente Lula. “Um presidente democrático. Um presidente que chega a qualquer lugar do país como chefe de Estado. Que vai em cada país, não para agredir mulher de um chefe de Estado, não para falar de armas, não para falar de guerra, de intolerância ou discriminação. Vai falar que o mundo precisa se unir a favor da paz. É preciso que os países ricos financiem os países mais pobres para que possamos acabar com essa chaga que é a fome e a miséria. Que vai aos países mais desenvolvidos e vai na ONU dizer que desenvolvimento não briga com meio ambiente, que desenvolvimento e sustentabilidade andam juntos, e a sustentabilidade ao lado do desenvolvimento gerado pelo agronegócio, pelo setor de serviços, pelo setor de comércio e pela indústria é que serão capazes de gerar emprego e renda para que a população brasileira, população mundial possa viver com dignidade”, manifestou. 

(21.set.23)  - A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). (21.set.23) – ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet discursa no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), local da cerimônia de lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). Foto: Tero Queiroz

Tebet garantiu que Lula vai percorrer todos os estados brasileiros porque sabe que em cada local existem brasileiros que precisam do estado e que estão sofrendo após 4 anos de irresponsabilidade fiscal e social que empurrou o Brasil novamente para o mapa da fome. “Porque ele [Lula], sabe que temos mais de 200 milhões de brasileiros que não tem coloração partidária, mas que estão sofrendo porque o Brasil voltou ao mapa da fome depois de tanta irresponsabilidade fiscal e social do governo passado. Porque sabe que tem uma juventude ainda perdida que nem estuda e nem trabalha no ensino médio. Porque sabe que tem mães ainda nas filas buscando casa popular no programa Minha Casa Minha Vida que ficou parado nos 4 anos do governo que passou. Porque sabemos que temos hoje ainda 7% de trabalhadores desempregados e aqueles que, muitas vezes, estão na informalidade ou vivendo de bicos… É por isso que esse novo PAC é o início de um novo Brasil. É um PAC que pode até assustar em números, mas ele tem a grandeza da capacidade do presidente Lula de resolver os problemas do Brasil”, garantiu Tebet.

A ministra explicou que o PAC em Mato Grosso do Sul já é uma realidade. “Do Leste a Oeste. De Porto Murtinho, a alça que vai ser licitada agora em outubro, até março, abril do ano que vem teremos o edital licitado, contratado, chegando a Três Lagoas no contorno rodoviário que iniciou por minhas mãos como emenda parlamentar, como senadora da república, para integrar Leste-Oeste. Da mesma forma como integraremos com a rodovia duplicada do Norte ao Sul do Brasil com a [BR] 163”, disse. 

(21.set.23) - ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, interage com o público na entrada do auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), local da cerimônia de lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). Foto: Tero Queiroz(21.set.23) – ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, interage com o público na entrada do auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), local da cerimônia de lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). Foto: Tero Queiroz

Simone disse que o governo Lula está junto com Riedel em diálogos com o Tribunal de Contas (TCE) para conseguir a reprogramação da duplicação sem licitação. “Levaria dois anos essa relicitação, o Tribunal de Contas tem essa consciência. O governador Eduardo Riedel está insistentemente lá, junto com a Casa Civil e o presidente Lula, mostrando para o Tribunal de Contas que reprogramar essa estrada com o grupo Concessionário que aí está, significa atender o interesse público, significa escoar a nossa produção de grãos vinda do Mato Grosso, ou indo para o Mato Grosso, para o estado do Paraná, ou mesmo para o estado de São Paulo”, apontou a ministra. 

Tebet comentou que considera uma das maiores coragens de Lula, ele a ter escolhido como ministra do Orçamento e Planejamento, pois o presidente e ela tem diferentes visões de economia. Ainda assim, Lula deu a chave do orçamento a Tebet, isso para ela foi sinal de que o petista estava disposto a governar com quem pensa diferente. “E fez apenas um pedido para mim: eu quero pobre no orçamento! E quando ele disse que queria o pobre no orçamento ele estava querendo dizer o seguinte: não é possível um país crescer e se desenvolver com qualidade de vida e geração de empregos, só com investimentos privados. Eles são fundamentais, do agro, da agroindústria, chegando a nova indústria que vai ser anunciada em breve pelo governo…. mas se não houver investimentos públicos, se nós não economizarmos de um lado, cortarmos desperdícios para investirmos com dinheiro do povo brasileiro em obras, aeroportos, portos, estradas, ferrovias, com parceria público-privada, mas especialmente dinheiro público nas escolas, nos postos de saúde, nos hospitais, na segurança pública, e nas demais políticas públicas como habitação, o Brasil não vai crescer com desenvolvimento sustentável”, observou.

(21.set.23) - ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet discursa no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), local da cerimônia de lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). Foto: Tero Queiroz(21.set.23) – ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet discursa no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), local da cerimônia de lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). Foto: Tero Queiroz

A ministra Simone Tebet finalizou seu discurso exaltando o trabalho do ministro da Fazenda Fernando Haddad e garantindo que a equipe econômica sabe onde quer chegar com os investimentos como o do PAC que estão sendo feitos no Brasil. “Mato Grosso do Sul pode ficar tranquilo, a equipe econômica sabe onde quer chegar: crescimento com desenvolvimento, qualidade de vida, com inflação baixa para o povo comer com qualidade, com emprego e renda, carteira assinada. Sabemos como chegar lá! Já aprovamos o arcabouço fiscal. Nesse final do ano entregaremos ao país a mãe de todas as reformas, que é a reforma tributária. Paralelo a isso apresentamos o PPA mais participativo da história. Ali o povo brasileiro e o povo sul-mato-grossense respondeu à pergunta do governo federal: que Brasil vocês querem para os próximos 4 anos? E ficou muito claro uma coisa interessante que não se vislumbrava no passado, algumas palavras chaves que nós não esperávamos ouvir, para ver como a sociedade está atenta e como sabem o que quer. Ali prevaleceu muito em cada uma das plenárias que nós fomos, a palavra democracia, igualdade de condições para todos, educação, saúde, mas apareceu a transversalidade. Ali em todas as plenárias, o que se quer é enxergar a mulher no orçamento brasileiro, enxergar a criança e o adolescente no orçamento brasileiro, é enxergar a igualdade racial no orçamento brasileiro, os povos originários no orçamento brasileiro e a sustentabilidade no orçamento brasileiro”, enumerou.

(21.set.23) - ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet discursa no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), local da cerimônia de lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). Foto: Tero Queiroz(21.set.23) – ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet discursa no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), local da cerimônia de lançamento do Novo PAC em Campo Grande (MS). Foto: Tero Queiroz

Para a Ministra, a escolha por estar ao lado do atual presidente, foi difícil, mas na visão dela foi a única escolha possível.“Encerro lembrando a memória do meu saudoso pai. Meu pai falou da minha vida política e do ensinamento que deu para seus quatro filhos: na vida nós só temos dois caminhos, o caminho fácil e o caminho certo. Seguramente o caminho certo é o mais difícil, mas é o único possível. Eu tenho orgulho, eu posso dizer dormindo tranquilamente com meu travesseiro todos as noites, que eu não escolhi o caminho mais fácil, mas eu escolhi o único caminho possível, da democracia, da liberdade, da igualdade e da luta pela igualdade social, que é o caminho de estar ao lado do presidente Lula na defesa do país, na defesa dos interesses de Mato Grosso do Sul. Então, que nós possamos transformar o lema do governo do presidente Lula numa realidade. Chega de disputa política, de polarização raivosa, é hora de com amor, com fé, unir o povo brasileiro. Vamos unir o povo brasileiro naquilo que nos une na sua grandeza, vamos unir o povo brasileiro a favor da reconstrução do Brasil que sonhamos e que queremos para todos os mais de 200 milhões de brasileiros”, finalizou.