
Senador reagiu após ministro do STF barrar aplicação da Lei da Dosimetria até julgamento definitivo da Corte
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Parte da cúpula do PL está insatisfeita com a demora de Flávio Bolsonaro de se inserir no debate político e tomar para si o protagonismo da discussão eleitoral. O principal ponto de insatisfação é a falta de definição de palanques estaduais. O senador viajou mais uma vez para o exterior na última quinta-feira. A agenda não foi divulgada, mas foi criticada por lideranças do PL, que defendem que o senador comece a viajar pelo Brasil para definir seus palanques nos estados. Há indefinições em alguns dos estados mais expressivos eleitoralmente. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral brasileiro e estado decisivo nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro ainda não avançou nas negociações pela montagem da chapa que apoiará. O senador Cleitinho Azevedo tenta se consolidar como candidato da direita e do eleitor bolsonarista, mas Flávio indicava preferência por lançar Nikolas Ferreira, que não quer concorrer. Aliados do filho de Jair Bolsonaro vêm tentando atrair Romeu Zema para a vaga de vice na chapa presidencial, mas o governador, ao menos publicamente, tem reiterado que também vai disputar a Presidência. Nesse caso, seu palanque em Minas seria o vice-governador, Mateus Simões, do PSD. Caso Zema seja vice de Flávio, no entanto, Simões pode se tornar o nome do senador na disputa mineira. No Rio de Janeiro, berço eleitoral da família Bolsonaro, tampouco há qualquer definição sobre a chapa que concorrerá ao Palácio Guanabara. No caso fluminense, sequer foi resolvido o impasse sobre a candidatura do grupo de Flávio ao mandato-tampão de governador. Enquanto isso, Eduardo Paes oficializou o nome de Jane Reis, irmã de Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente do MDB no Rio de Janeiro, como vice. Reis é aliado de Flávio e de um grupo do PL no estado. O PL também vem buscando articuladores políticos para fortalecer o nome de Flávio Bolsonaro no Nordeste. Em 2022, Lula teve 69,34% dos votos válidos contra Jair Bolsonaro na região. Um dos nomes escolhidos é o do senador Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte. Como mostrou a coluna, aliados de Flávio afirmam que as frequentes viagens ao exterior desde o início do ano são para “cumprir caprichos” de Eduardo Bolsonaro. A avaliação é que, eleitoralmente, não fará diferença se o senador for ou não um articulador da direita no cenário internacional. Eleições 2026 Flávio Bolsonaro LEIA TAMBÉM O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas Engenharia política Suspensão de R$ 2,6 bi pelo TCU revela ruído entre União e SP em obra do túnel © Marcelo Camargo/Agência Brasil Transição energética O desmatamento zero como pilar da transição energética Reprodução O santo do povo São Jorge entre a fé e o povo: livro mostra como o santo virou símbolo brasileiro
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, criticou neste sábado (9) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria até análise definitiva da Corte.
A manifestação ocorreu após Moraes determinar a suspensão da aplicação da Lei nº 15.402/2026 na execução penal de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A decisão estabelece que a norma ficará suspensa até o julgamento, pelo plenário do STF, das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.966 e 7.967, que questionam a validade da legislação.
Durante evento de lançamento de pré-candidaturas do PL em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro afirmou que a medida representa interferência do Judiciário sobre decisões tomadas pelo Congresso Nacional.
“A grande maioria no Congresso defende a lei e, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do Supremo remove a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo”, declarou o senador.
O parlamentar também criticou o que classificou como “excesso de poder” por parte do Judiciário e afirmou que a situação afeta a credibilidade das instituições.
A Lei da Dosimetria vem sendo alvo de questionamentos no STF por supostamente alterar critérios relacionados à execução penal e aplicação de penas, especialmente em casos ligados aos atos de 8 de janeiro.

























