
Em um ato de filiações que precedeu sua saída da superintendência da Sudeco para tornar-se pré-candidata à Prefeitura de Campo Grande, a ex-deputada e ex-governadora Rose Modesto (União Brasil) experimentou um conjunto de diferentes sensações. Uma das principais, certamente, foi atestar o resultado de indicadores qualitativos que colocam a capilaridade entre suas armas para a campanha.
Na noite de quinta-feira, 04, o plenário da Câmara de Vereadores foi tomado por um grande e diverso público. O detalhe que mais chamou sua atenção, segundo ressaltou o ex-deputado, ex-vice-governador e ex-vice-prefeito Murilo Zauith, foi a capilaridade daquele contingente humano.
“Havia pessoas dos diferentes segmentos: políticos, ideológicos, sociais, classistas, empresariais”, anotou Zauith, que é vice-presidente do partido. Outro aspecto interessante e dos mais comentados, porque ficou bem perceptível, foi a presença de militantes e aliados de partidos que já têm seus próprios pré-candidatos na cidade, alguns na primeira fila de saudações a Rose.
AS FILIAÇÕES
Além de Rose e Zauith, tomaram assento na mesa outras lideranças políticas, como Michele Dutra, a presidente estadual do União Brasil Mulher, e o vereador Alírio Villasanti. O ato, às vésperas do prazo final para as mudanças dentro da janela partidária, ilustrou a filiação de 30 novos filiados ao União Brasil.
Para Rose Modesto, a militância vem crescendo em razão de questões bastante diferenciadas na cena política do País, uma delas a posição firme e decidida fora da polarização radical que se estabeleceu nas recentes eleições presidenciais. “Nós queremos fazer do diálogo o grande instrumento para a construção de soluções aos problemas da sociedade. E é preciso que esses diálogos sejam inclusivos e propositivos, na esteira do respeito às escolhas de cada um, sem prejuízo às próprias ideias”, afirmou.
CONVICÇÃO

Suas palavras, inspiradas pela “convicção pessoal na convivência democrática”, também foram nutridas pela pluralidade do público que foi ouvi-la. “Vamos iniciar o diálogo com os aliados e com as demais forças que quiserem caminhar juntos. Temos importantes desafios pré-eleitorais, como a formação da chapa proporcional, depois as convenções e a definição sobre quem vai compor na vaga de vice”.
Sobre o assunto, ela foi incisiva: o nome de quem vai ocupar a vaga de vice será escolhido democraticamente e por critérios que, acima de tudo, sejam guiados pela afinidade programática e pelo perfil que interessa a toda a sociedade. “Alguns itens inegociáveis destes critérios são, principalmente, a ética, capacidade e comprometimento para de gerir a coisa pública com visão inclusiva, planejamento estratégico e probidade, dialogando sempre com o povo e em completo alinhamento com as regras de transparência”, descreveu. “O alicerce, o começo, o meio e o fim de tudo isto chama-se democracia”.

























