
Um menino de 8 anos precisou ser resgatado após ser picado por uma cobra do tipo jararaca na noite de domingo (3), em uma área de difícil acesso no Pantanal, em Corumbá. O atendimento foi realizado por uma equipe fluvial do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.
O chamado ocorreu por volta das 20h, na região do Porto Bauvinha, próximo ao Rio Negrinho, afluente do Paraguai Mirim. Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram a criança com picada no tornozelo esquerdo, apresentando inchaço, dor, tontura e episódios de vômito.
Após os primeiros atendimentos ainda no rancho, o menino foi transportado de barco até um porto particular no Bairro Universitário. A chegada aconteceu já na madrugada desta segunda-feira (4), por volta das 2h. Em seguida, ele foi encaminhado ao pronto-socorro municipal, onde permanece sob cuidados médicos.
O resgate ocorreu em condições adversas. Apesar de não ser recomendada, a navegação noturna foi necessária devido à gravidade do caso. O trajeto foi marcado por baixa visibilidade, presença de baceiros no rio e neblina intensa na planície pantaneira.
Orientações
Segundo os bombeiros, em casos de picada de cobra, a conduta correta pode evitar agravamentos. A orientação é manter a vítima calma e imóvel, já que o esforço físico pode acelerar a circulação do veneno. O ideal é deixar a pessoa deitada, com o local da picada abaixo do nível do coração.
Também é recomendado retirar objetos apertados, como anéis e roupas, e higienizar a área com água e sabão. O encaminhamento rápido ao hospital é fundamental, já que o soro antiveneno é o único tratamento eficaz.
Por outro lado, práticas como fazer torniquete, cortar ou tentar sugar o local da picada devem ser evitadas, assim como o uso de substâncias caseiras ou ingestão de álcool.
Sintomas como dor intensa, inchaço, vômitos, tontura e sangramentos são sinais de alerta. Acidentes com jararaca são comuns em áreas rurais e exigem atendimento imediato.





























